
Tubarão
Depois de 58 anos dedicados à religião católica, morreu neste sábado, aos 85 anos, o padre Bertilo Schmidt, em Tubarão. Seu corpo foi velado na Cripta da Catedral Nossa Senhora da Piedade, na Cidade Azul, e sepultado, ontem, às 11 horas, no jazigo da família, em Braço do Norte, município em que nasceu.
O padre estava internado desde a última sexta-feira, no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), quando faleceu vítima de complicações pulmonares e paradas cardiovasculares.
“A história de Bertilo é de muita coragem e dedicação. Foi ordenado padre em 1957, pelo bispo Dom Anselmo Pietrulla, primeiro bispo da diocese do município. Depois trabalhou no seminário, como reitor e formulador de novos padres”, informou o pároco da Catedral Diocesana de Tubarão, padre Raimundo Ghizoni.
Conforme o pároco, padre Bertilo depois do trabalho no seminário, veio para a diocese, local em que permaneceu até seus últimos dias de vida. “Ele sempre gostou muito de música. Paixão que o levou a ser diretor do coral Santa Cecília, da catedral. Mesmo após o acidente de carro, ocorrido em 1964, que o deixou sem a visão”, relatou Raimundo.
Outra função desempenhada pelo padre foi como capelão do HNSC, atividade que exerceu por muitos anos, após ser nomeado pela direção da unidade. “Para ele era mais que um trabalho. Conviver com os doentes, ficar mais próximo das pessoas que precisam de ajuda, era o que mais o gratificava. Mesmo sem enxergar continuou a rezar missas, a visitar as comunidades e atender em capelas. Este homem dedicou toda sua vida a religião”, concluiu Raimundo.