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O jornalista Carlos Monforte morreu nesta segunda-feira (31), aos 77 anos, em decorrência do tratamento contra um câncer. Com mais de quatro décadas de carreira, ele teve atuação de destaque no jornalismo brasileiro e foi um dos pioneiros do modelo de âncora na televisão.
Nascido em Santos (SP), Monforte iniciou a trajetória profissional no jornal A Tribuna, ainda antes de concluir a faculdade. Depois, trabalhou como repórter especial de O Estado de S. Paulo.
Ele se formou em 1972 e realizou cursos de especialização em jornalismo na Espanha e na França.
Carlos Monforte marcou trajetória na televisão
Monforte entrou na TV Globo em 1978 e participou de coberturas importantes, entre elas as greves dos metalúrgicos no ABC paulista.
Um dos principais momentos da carreira ocorreu em 1983. Naquele ano, assumiu a apresentação e a chefia de edição do Bom Dia Brasil, no ano de estreia do programa.
O jornalista permaneceu à frente do telejornal por nove anos. Sua atuação ajudou a consolidar um modelo no qual o apresentador também participava das decisões editoriais e da hierarquia das notícias.
Entre 1992 e 1994, Monforte deixou temporariamente o jornalismo diário na televisão para estruturar o departamento de comunicação da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Posteriormente, retornou à TV Globo e teve forte atuação em Brasília, especialmente na cobertura política. Na GloboNews, apresentou programas como Jornal das Dez e Espaço Aberto, além de coordenar a redação do canal na capital federal.
Jornalista deixou Grupo Globo em 2016
Carlos Monforte encerrou em 2016 um ciclo de quase quatro décadas no Grupo Globo.
Em 2022, lançou o livro O Papel do Jornalismo sem Papel, pela Editora Matrix. Na obra, analisou as mudanças na mídia impressa e os impactos da transformação digital nas redações.
A carreira de Monforte atravessou diferentes momentos do jornalismo brasileiro, da imprensa escrita à consolidação dos canais de notícias na televisão.
