Início Geral Oscar Schmidt morre aos 68 anos e deixa legado no basquete brasileiro

Oscar Schmidt morre aos 68 anos e deixa legado no basquete brasileiro

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. Conhecido como “Mão Santa” e considerado o maior ídolo do basquete brasileiro, ele passou mal em casa e foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, mas já chegou à unidade sem vida, segundo a prefeitura. A causa da morte não foi divulgada.

A família confirmou o falecimento em nota e informou que o velório e o enterro serão restritos a familiares e amigos. Oscar deixa a esposa e dois filhos.

Trajetória marcada por recordes e dedicação à seleção

Oscar Schmidt é reconhecido como um dos maiores jogadores da história do basquete mundial. Nascido em Natal (RN), em 1958, construiu uma carreira de destaque tanto em clubes quanto na seleção brasileira.

Pela equipe nacional, disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos (1980, 1984, 1988, 1992 e 1996) e se tornou o maior pontuador da história da competição, com 1.093 pontos. Ele também foi o único atleta a ultrapassar a marca de mil pontos em Olimpíadas.

Ao longo da carreira, acumulou 49.737 pontos em jogos oficiais, sendo por muitos anos o maior cestinha da história do basquete mundial.

Decisões marcantes e carreira internacional

Apesar de ter sido escolhido no draft da NBA em 1984 pelo New Jersey Nets, Oscar optou por não atuar na liga norte-americana para manter o direito de defender a seleção brasileira, conforme regras da época.

Na Europa, teve longa passagem pelo basquete italiano, onde atuou por mais de uma década. No Brasil, vestiu camisas de clubes como Palmeiras, Sírio, Corinthians e Flamengo, onde encerrou a carreira em 2003.

Entre as principais conquistas, está a medalha de ouro no Pan-Americano de 1987, em Indianápolis, considerada uma das maiores vitórias do esporte brasileiro.

Reconhecimento internacional e legado

Oscar Schmidt foi incluído no Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba) e também no Hall da Fama da NBA, mesmo sem ter atuado na liga. O reconhecimento reforça o impacto de sua carreira no cenário global.

No dia 8 de abril deste ano, ele foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) ao entrar para o Hall da Fama da entidade. Por motivos de saúde, não participou da cerimônia e foi representado pelo filho.

Em nota, o COB destacou que Oscar foi “um dos maiores nomes da história do basquete e uma lenda do Movimento Olímpico do Brasil”.

Saúde e luta contra doença

Em 2011, Oscar foi diagnosticado com câncer no cérebro e passou por cirurgias ao longo dos anos. Ele enfrentou o tratamento por mais de uma década, com períodos de recuperação e novas intervenções médicas.

A família destacou, em comunicado, a forma como o ex-atleta lidou com a doença, com “coragem, dignidade e resiliência”.

Repercussão e despedida

A morte de Oscar Schmidt gerou manifestações de pesar de entidades esportivas e autoridades. A Prefeitura de Santana do Parnaíba informou que ele foi socorrido já em parada cardiorrespiratória.

O Comitê Olímpico do Brasil também lamentou a perda e ressaltou o legado do atleta, que ajudou a popularizar o basquete no país e inspirou gerações.

A despedida será realizada de forma reservada, conforme desejo da família.

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