Amanda Menger
Tubarão
A aprovação, por unanimidade, do projeto que autoriza o convênio entre a prefeitura de Tubarão e a ONG Movimenta-Cão, ontem, na câmara, pode dar a entender que os vereadores da base governista e da mesa diretora chegaram a um entendimento. Ledo engano. A sessão foi novamente tumultuada.
Os vereadores sucederam-se na tribuna para falar do projeto. As alfinetadas foram mútuas. “Será que vamos discutir com tanto destaque projetos sobre o futuro das crianças como com os cães?”, questionou o presidente João Fernandes (PSDB).
Maurício da Silva (PMDB) justificou a demora na apreciação do projeto. “A bancada não precisou ser sensibilizada. Temos que ser responsáveis com o uso do dinheiro público”, alfinetou o vice-presidente da Casa. Deka May (PP) retrucou. “Não é porque solicitamos a votação em urgência urgentíssima que somos irresponsáveis. Isso é uma prerrogativa dos vereadores”, rebateu.
A sessão pegou fogo com o pedido do vereador Edson Firmino (PDT) para que a sessão fosse suspensa. O objetivo era atender uma solicitação do Notisul para a realização de uma foto dos vereadores com os integrantes da ONG. O pedido não foi aceito e Edson e João discutiram o regimento. O debate ficou acalorado e a sessão foi suspensa. A mesa diretora não aceitou fazer a foto, e os integrantes da base governista retiram-se do plenário.
Jarrão começou a ler seus requerimentos sob protesto da base. “Eles não podiam continuar. Não tem quórum. É contra o regimento”, reclamou Edson. A sessão foi encerrada em seguida.
