Laguna
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu um inquérito ontem para investigar a proposta de centralização dos atendimentos do Serviço Móvel de Urgência e Emergência (Samu). O projeto será discutido hoje no 6º Encontro do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina (Cosems), em Laguna. O governo estadual tenta criar uma Central Estadual de Regularização do Samu em substituição às atuais oito centrais regionais.
A principal justificativa para a iniciativa é a redução de custos em repasses ao serviço, que pode chegar a R$ 2 milhões por mês.
Conforme a assistência da Promotoria de Saúde, um ofício foi encaminhado ontem à secretaria estadual de saúde para solicitar explicações sobre o projeto. Mas, como o documento segue para a pasta via correio, o prazo de dez dias corridos para o encaminhamento das explicações só começa a contar a partir do recebimento do ofício por parte da secretaria.
A investigação foi instaurada pelo promotor Daniel Paladino, que substitui a titular da comarca, Sonia Maria Piardi, que está em férias. A intenção é averiguar a regularidade da proposta e danos ao serviço prestado. Segundo os representantes do MPSC, a movimentação foi iniciada devido às notícias veiculadas pela imprensa.