Início Geral Muitas histórias interrompidas

Muitas histórias interrompidas

Maria Filomena Souza Espíndola mostra a foto do filho Leandro, que teve a vida perdida na  BR-101
Maria Filomena Souza Espíndola mostra a foto do filho Leandro, que teve a vida perdida na BR-101

Tubarão

Desde que a duplicação da BR-101 ganhou forma no sul do estado, os números de acidentes e mortes diminuíram. Porém, a dor de quem perdeu um familiar ou amigo, essa não acaba. Como são os casos da professora aposentada Maria Filomena Souza Espíndola e do analista de suporte Rafael Fretta de Sá, que tiveram as vidas do filho e do irmão, respectivamente, ceifadas.

Em 15 de janeiro de 1999, o estudante Leandro Souza Espíndola, com 19 anos, voltava de Garopaba para Tubarão com o amigo, da mesma idade, quando sofreram um acidente. Conforme o laudo, um caminhão que transportava madeira, com excesso de carga e sem iluminação traseira, saiu do acostamento e cortou a frente dos meninos, próximo ao trevo norte de Tubarão. A mãe de Leandro convive até hoje com a dor. “Graças a Deus esta obra é finalizada. Demorou muito e muitas vidas se foram”, lamenta.

Rafael pensa da mesma maneira: “Muita demora e muitas vidas perdidas nesse processo”. Em 15 de março de 2000, o seu irmão Gustavo Fretta de Sá, com 30 anos, deslocava-se de Florianópolis no sentido Tubarão, quando no trecho de Ibiraquera um caminhão de pescados invadiu a pista e causou o acidente lhe tirou a vida.

Conforme o chefe da delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Tubarão, Wilmen Vieira, vários fatores contribuíram para essa redução no número de acidentes com morte, mas a duplicação foi fundamental e decisiva nesse processo. “A duplicação não é somente conforto para o motorista; é muito mais do que isso. É segurança. Na rodovia duplicada diminui muito a possibilidade de ocorrência de colisão frontal e transversal, que são os acidentes mais graves envolvendo dois veículos”, destaca.


 

Sair da versão mobile