Tubarão
O Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa é lembrado hoje. Em Tubarão, a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (Dpcami) registrou 15 casos neste ano, uma média de três ao mês.
Para a delegada Vivian Selig, é importante destacar que a unidade especializada atua nos casos que envolvem violência doméstica e nos crimes previstos no estatuto do idoso. De janeiro a novembro de 2015, 779 denúncias foram recebidas no Disque Direitos Humanos (Disque 100) pelo Conselho Estadual do Idoso.
Destas, 587 foram por negligência, 387 são de violência psicológica, 263 por abuso financeiro e patrimonial, 195 por violência física, 42 medidas protetivas aplicadas em decorrência de situações de violência e dois casos de violência sexual.
Na Cidade Azul, a maioria dos crimes é familiar e envolve maus-tratos ou apropriação indevida dos valores do idoso. “Os laços familiares dificultam a denúncia. E é preciso que os casos denunciados sejam acompanhados do início ao fim”, lembra a presidente do Conselho Estadual do Idoso, Edléia Schmidt.
No Brasil, existem quase 25 milhões de pessoas idosas. Isso representa 12,5% da população, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Qualquer pessoa pode ajudar a denunciar ligando também para o Disque 100. “A informação e a denúncia são de suma importância, para desmistificarmos a impunidade de nosso país. O idoso deve ser tratado com prioridade e respeito”, ressalta Vivian.
Violência também ocorre nos asilos
Dos casos registrados no estado, na grande maioria, as vítimas eram mulheres, totalizando 516. Isto mostra que a mulher acaba sendo o segmento mais vulnerável durante todo o período da sua vida, merecendo uma atenção especial também quando envelhece. As violências tanto podem ocorrer no âmbito familiar quanto institucional, pois há registros de violência contra idosos também em asilos.
Em Laguna, uma freira de 44 anos é acusada de tortura e outra funcionária de maus-tratos no Asilo Santa Isabel. Pelo menos quatro mulheres foram vítimas de surras, chineladas e tapas, geralmente quando não obedeciam. O caso veio à tona em fevereiro deste ano a partir de uma solicitação do Ministério Público.