Zahyra Mattar
Imbituba
A família do médico Fábio Junqueira Karkow, 46 anos, já respira mais aliviada depois de conseguir contato com o brasileiro, morador de Imbituba. Ele está entre os sobreviventes do tsunami que atingiu a costa da Indonésia na noite de segunda-feira.
Fábio e outros turistas estavam hospedados em um resort na ilha Pagai do Norte, no arquipélago de Mentawai, justamente o local mais atingido pelo terremoto e, posteriormente, pelas ondas de mais de três metros de altura.
Ninguém recebeu algum tipo de aviso. O grupo saiu ileso porque ouviu o barulho do mar e correu para se abrigar em uma parte mais alta. ”Deixaram tudo para trás. Ele ficou só com a roupa do corpo. Agora, estamos tranquilos. Ficamos 24 horas sem notícias, sem saber dele”, relata a mãe de Fábio, Marisa Junqueira.
Ontem, Fábio conseguiu sair da ilha, uma das mais isoladas da Indonésia, em um barco. A travessia levou pouco mais de 12 horas. Quando chegou a Sumatra, ele conseguiu ligar para a mãe, mas, com a conexão ruim, só teve tempo de pedir os documentos para viajar e dizer que estava bem.
O médico atua como clínico-geral na Estratégia Saúde da Família de Imbituba e no Samu de Tubarão. De férias, ele foi para a costa da Indonésia há cerca de um mês para surfar, seu esporte preferido. Conforme a família, Fábio voltaria para Imbituba amanhã. Mesmo com o ‘imprevisto’, ele deverá manter o cronograma.
Retorno a Imbituba
A Embaixada do Brasil em Jacarta, capital da Indonésia, informou ontem que o médico Fábio Junqueira Karkow, morador de Imbituba, deve ser transferido para lá hoje e que os documentos para o retorno ao Brasil já são providenciados.
A previsão é que Fábio chegue a São Paulo na noite de amanhã e de lá siga para Florianópolis. A embaixada confirmou que ele está bem e que não há informação de brasileiros mortos. Segundo o vice-cônsul Túlio Costa, algumas famílias procuraram a embaixada, mas os brasileiros já foram encontrados e estão bem.
O tsunami provocado por um terremoto de 7,7 graus de magnitude e a erupção do Vulcão Merapi, ambos na Indonésia, já mataram pelo menos 300 pessoas. Mais de 400 seguem desaparecidas (leia mais na página 8 desta edição).
