Letícia Matos
Tubarão
As 61 agências da abrangência da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel), mais Lauro Müller e Orleans – um total de 19 cidades e 610 funcionários -, estão com as portas fechadas por tempo indeterminado. Nesta semana não deve ocorrer negociação e esta promete ser uma greve bem extensa.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários da Região de Laguna, Luiz Francisco Cardoso, como os aposentados já receberam, está tudo tranquilo. “O diferencial neste primeiro dia de greve (ontem) é que os funcionários não ficam nem dentro das agências. Em outras greves, principalmente nos bancos privados, alguns faziam serviços internos e agora não”.
As duas agências que abriram nesta terça-feira, o Banco do Brasil, de Santa Rosa de Lima, e o Bradesco, de Braço do Norte, fecharam ontem. “Eles queriam fechar amanhã (hoje), mas conseguimos antecipar”, informa o presidente do sindicato da região de Tubarão, Armando Machado Filho.
Com a greve, o Procon de Laguna orienta o consumidor a quitar seus débitos, já que a paralisação não inviabiliza a cobrança das contas. Os caixas eletrônicos estão em funcionamento em todas as agências. Conforme Armando, o abastecimento é mantido para não comprometer os clientes.
De acordo com a coordenadora do Procon, Lúcia Maciel, as casas lotéricas não devem recusar o pagamento de contas, somente com a numeração do código de barras. “Vamos solicitar aos fiscais da prefeitura que vistoriem os locais e coíbam qualquer prática irregular”, destaca.
Nas agências dos correios determinadas, as contas também podem ser pagas.
Reivindicações
A paralisação foi decidida depois de 45 dias de negociações entre representantes dos trabalhadores e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Os bancários querem a correção dos salários de 16% (com reposição da inflação e 5,7% de ganho real), plano de carreira e piso salarial de R$ 3.299, enquanto os patrões oferecem 5,5% de reajuste salarial e vales. A proposta inclui abono de R$ 2,5 mil, não incorporado aos vencimentos.
