Saque do FGTS é prorrogado para quem não pode ir às agências.
Brasília (DF)
A data-limite para saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nos casos em que o beneficiário comprovar a impossibilidade de comparecimento nas agências da Caixa Econômica foi prorrogada ontem pelo presidente Michel Temer. O prazo para saque terminaria na próxima segunda-feira. Mas, para quem não puder fazer o saque, terá até 31 de dezembro de 2018 para fazê-lo.
“Nos casos de comprovada impossibilidade de comparecimento pessoal do titular da conta vinculada do FGTS para solicitação de movimentação de valores, o cronograma de atendimento […] não poderá exceder a data de 31 de dezembro de 2018, conforme estabelecido pelo Agente Operador do FGTS”, diz o decreto assinado na noite de hoje (26) pelo presidente. O documento, entretanto, não detalha quais casos serão considerados impedimentos e quais serão os critérios de comprovação.
R$ 43,6 bilhões já foram sacados
Segundo a Caixa Econômica Federal, o montante pago até o dia 19 de julho equivalia a 98,33% do total inicialmente disponível para saque (R$ 43,6 bilhões).
O número de trabalhadores que sacaram os recursos das contas do FGTS representa 83,73% das 30,2 milhões de pessoas inicialmente beneficiadas pela medida. Nesta etapa do calendário de pagamentos, o saque está liberado para todos os trabalhadores que têm direito ao benefício, não importa a data de nascimento.
Pode fazer o saque quem teve contrato de trabalho encerrado sem justa causa até 31 de dezembro de 2015. Os trabalhadores podem consultar o saldo a receber na página da Caixa. Outra opção é o Serviço de Atendimento ao Cliente pelo 0800 726 2017.
Recessão prossegue, porém menos pior que 2016
Depois de dois anos da maior recessão da história, a economia brasileira ganhou fôlego diante das reformas econômicas e o país voltou a crescer. No primeiro trimestre de 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1% em comparação com o trimestre imediatamente anterior. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro trimestre de 2017, o resultado para o PIB foi influenciado, principalmente, pelo expressivo resultado do setor agrícola. De janeiro a março, a agricultura cresceu 13,4% sobre o trimestre imediatamente anterior, em função da supersafra deste ano. O desempenho veio acima do esperado tanto pela equipe econômica quanto pelos analistas do mercado financeiro, em uma demonstração da melhora dos indicadores econômicos em meio a um cenário de queda nos juros e na inflação.
