Embora nenhuma delas lhe pertença, cercado de praias por todos os lados, o tubaronense dos dias atuais, quando chega o verão, não hesita em reservar uns dias para, breve ou mais demoradamente, desfrutar do magnífico e invejado privilégio.
E não é de hoje esta vontade, pois – já comentado – desde os anos 40 os moradores da Cidade Azul buscam melhores e mais rápidas rotas para as praias que a debruam. À época, em 23 de maio, pelo jornal “A Imprensa”, do jornalista Manoel Aguiar, os tubaronenses clamavam pela abertura de uma boa passagem para o Farol de Santa Marta, em Laguna, pela estrada de Congonhas, o que, até hoje, acreditem, infelizmente, não foi conseguido.
O longo insucesso da busca fez, então, com que a nossa gente, ávida por um merecido repouso e lazer, não havendo alternativa, se espalhasse por toda a orla sul barriga verde, principalmente da região da Amurel e, do seu modo e jeito, buscasse o cobiçado caminho do mar.
Assim, tendo saído de rota a bela e aprazível praia do Farol de Santa Marta; no entrar dos anos 60, o melhor jeito de chegar às deliciosas ondas azuis foi seguir o traçado da recém-aberta e não asfaltada BR-56 – hoje BR-101 – estrada que todos, naquele tempo, chamavam de “Federal“. Por ali, para o norte ou para o sul, certamente, e à boa distância, não faltaria um belo balneário para se refrescar. Havia, ainda, quase que paralelamente, o veteraníssimo caminho do trem da Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina.
Das opções que se apresentavam para quem não tinha muito tempo ou bolso para ir mais longe, o melhor mesmo era pegar o ônibus Tubarão-Laguna ou a “Maria Fumaça” e desembarcar logo ali, na rasa e calma praia (Lagoa) de Cabeçuda, bem à entrada da Cidade Juliana. Sem onda alguma e com água à altura de joelho, numa distância de cem metros, o lugar era tudo de bom para quem tinha criança na turma. – Logo, a praia onde mais se praticava o conhecido bate-e-volta vivia cheia de famílias, quase todas com dezenas de pirralhos.
Mas, mesmo que um tanto distante, a praia tida como dos tubaronenses era a de Itapirubá, em Imbituba. Para lá, iam principalmente os que tinham casas de praia e ficavam por mais tempo veraneando. Era, sem dúvida, a praia mais procurada e ocupada por moradores da Cidade Azul.
Já, no que se fale dos conterrâneos mais abastados da época, estes encontravam nas praias do Mar Grosso, em Laguna e no Arroio Corrente, em Jaguaruna, o melhor conforto para seus veraneios. Os dois balneários eram os bem melhor estruturados e com residências de padrão superior às demais. Por último, outros não menos endinheirados, já em meados dos anos 70, alçaram voo para lugares bem mais isolados. Boa parte foi, então, aportar na praia da Tereza, onde construíram suas ótimas moradias.
