Pedro Corrêa
Escritor e artista plástico
Ontem, dia 25 de julho, foi dedicado ao escritor, e a Academia Tubaronense de Letras não pode calar sua voz nesta data. Por isso, estamos aqui, divulgando seu histórico e também para dizer algo a respeito deste sodalício literário tubaronense, a Acatul.
O Dia do Escritor Brasileiro começou a ser comemorado nos anos 60, do século passado, com o sucesso alcançado pelo Primeiro Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores, sob a presidência de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, dois grandes nomes da literatura nacional.
Entre as tantas profissões e fazeres humanos, comemorados anualmente pelo Brasil e mundo afora, celebramos hoje, dia 25 de julho, o dia do escritor. Excetuando-se o jornalismo escrito, que se abraça profissionalmente, a ação de escrever, dos poetas, romancistas, contista e cronistas, não é uma profissão propriamente dita e sim uma vocação, quase uma necessidade de expressar o que se tem na alma, de mostrar um pouco de seu mundo interior. É fruto de puro diletantismo, do prazer de escrever, do amor às Letras.
É comum ouvir-se o adjetivo “imortais” atribuído aos membros da Academia Brasileira de Letras e de qualquer outra congênere. Porém, essa pretendida imortalidade não é pelo fato de pertencer a um sodalício literário apenas, mas tão somente pela qualidade dos escritos que o poeta e demais escritores deixam para a posteridade. As palavras ditas fogem, voam. Mas os escritos permanecem. Daí decorre a responsabilidade do ato de escrever. Duzentos, trezentos ou mil anos depois de editados, os bons livros estarão nas estantes das bibliotecas, atestando a imortalidade de quem os escreveu.
Para quem ainda não a conhece, a Academia Tubaronense de Letras – Acatul – congrega, hoje, 28 escritores tubaronenses natos ou por adoção, entre eles, poetas e prosadores contistas, cronistas, romancistas e de outras modalidades literárias, cujo objetivo é o caminhar juntos no aprendizado da arte do bem escrever.
A sede atual da Acatul fica na construção anexa à Escola Hercílio Luz. Lá, seus membros se reúnem ordinária e mensalmente à noite da segunda quarta-feira de cada mês.
Nesses dezesseis, quase dezessete anos de existência, seus membros têm realizado diversos trabalhos socioculturais de âmbito comunitário, atendendo a convites para idas às escolas, para bate-papos gostosos com alunos de todos os níveis de ensino, sobre seus textos, sobre a importância da leitura e sobre a arte do bem escrever.
Têm atendido a solicitações da Secretaria Municipal de Educação, feito parcerias com as bibliotecas da cidade e com o Centro Municipal de Cultura. Têm sete livros editados, coletâneas de seus textos, além das dezenas de livros individuais de acadêmicos. Têm feito campanhas de doações de livros, para doá-los a escolas, jardins de infância e aos presídios da cidade.
Além disso, a Acatul tem participado do Conselho Municipal de Cultura, tem sempre procurado fazer-se presente nos eventos culturais da cidade e convidado a comunidade em geral nas diversas ocasiões em que ela própria promoveu lançamentos de seus livros ou festejou ingressos de novos acadêmicos.
Com estas realizações, a Acatul tem cumprido sua missão sociocultural e conquistado respeito e reconhecimento dos tubaronenses.
Hoje à noite, a partir das 19 h e 30 min. vai haver um sarau literomusical no Centro Municipal de Cultura e Museu Willy Zumblick em comemoração ao do dia do escritor, em parceria da Gerência Municipal de Cultura e da Acatul, com a presença do Coral Municipal. Na ocasião, o acadêmico José Warmuth Teixeira estará lançando “Hipóxia”, mais um livro de sua autoria.