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O jornalismo além da contextualização

Liliane Dias
Jornalista e publicitária

A arte do planejamento gráfico de jornais e revistas sempre foi um tema amplamente admirado entre os profissionais da área. Para Abreu (2009), apesar de alguns incautos ainda considerarem uma atividade secundária, a reforma ou criação da estrutura que comportará a informação, é tão importante quanto a própria notícia.

Diniz (1995) ressalta que desde tempos antigos, a história da escrita indica a crescente evolução dos símbolos gráficos. Através de figuras de objetos se transformando em letras e alfabetos, os povos foram evoluindo melhorando a comunicação, símbolos ricos na possibilidade de associação, contribuíram para a representação das ideias.

Em virtude de haver uma evolução constante, os meios de comunicação precisam se adequar à nova realidade e há uma necessidade de os profissionais fazerem parte dessa evolução, sempre visando maior qualidade além da agilidade, que passou a ser fundamental para os profissionais de planejamento gráfico.

Assim, ao se falar no profissional que atua no planejamento gráfico, fala-se de um profissional com “certo poder” para construir identidades, imagens e referencias de pessoas, produtos e/ou situações que, em última instância e quando indevidamente utilizado, pode gerar violação da natureza desta profissão e até mesmo de direitos.

Ao considerar a formação profissional em jornalismo, esta não se refere apenas a garantir que o jornalista saiba apenas escrever bem, ou que tenha uma excelente dicção, além de buscar a informação, redigir e apresentar uma imagem visual condizente com o trabalho elaborado. Mas também faz parte do processo, que no decorrer do curso o profissional aprenda a identificar, as várias linguagens visuais: interação entre forma e conteúdo, pondo em prática os conceitos aprendidos em sala de aula em projetos condizentes com as exigências de mercado atual.

O processo de ensino-aprendizagem é fundamental neste sentido, pois ele dirige a formação profissional. A prática interacionista pode contribuir para a formação com perfil desejado em jornalismo/publicidade e propaganda na medida em que a interação provoca mudanças recíprocas (indivíduo e meio) e que dessa interação, entre fatores internos e externos (teoria e prática), vão resultando as características do indivíduo.

Instituir um modo diferenciado de trabalhar a produção gráfica para a formação em questão, considerando o diferencial dos fundamentos sociointeracionistas pode representar uma contribuição ao aprimoramento constante da pratica pedagógica e da compreensão das exigências de formação dos profissionais na área citada.

Espera-se que tal analise, seja um contributo à formação e, mais do que isso, a constituição do “ser profissional” com sua capacidade de interação junto ao meio ao qual se insere.

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