Marijane Borati Frasson
ASSESSORA DE IMPRENSA, PEDAGOGA, PÓS-GRADUADA EM ASSESSORIA EXECUTIVA E PÓS-GRADUANDA EM GESTÃO DE PESSOAS COM FOCO EM COACHING
Considerada o “mal do século” pela Organização Mundial da Saúde, a depressão ainda é um desafio para médicos e pacientes. Os números são alarmantes: estima-se que cerca de 350 milhões de pessoas no mundo sofram com a doença. E um dos maiores problemas é o desconhecimento: a pessoa depressiva sofre muito, mas sua tristeza, fraqueza e falta de interesse pela vida, costuma ser vista pelos outros como preguiça ou até mesmo falta de caráter. “Nunca despreze as pessoas deprimidas. A depressão é o último estágio da dor humana”. (Augusto Cury). Neste momento, a família é fundamental, é nela que o paciente vai encontrar apoio e conforto.
A depressão é uma doença, a pessoa não está neste estado porque escolheu estar assim. Ela é causada por um defeito nos neurotransmissores responsáveis pela produção de hormônios como a serotonina e endorfina, Essas substâncias são responsáveis por transportar as informações pela rede de neurônios de nosso cérebro – incluindo as sensações de prazer, disposição e bem estar. Os sintomas da depressão (tristeza, desânimo, perda do interesse sexual, falta de energia, dentre outros) costumam aparecer quando há algum problema nesses neurotransmissores.
Embora se trate de um distúrbio químico, a depressão geralmente possui algum motivo psicológico e se não for tratada, se agrava, causando sintomas que nem sempre são relacionados à doença. Por isso o tratamento com médico psiquiatra, o apoio e incentivo dos amigos e familiares são indispensáveis. Saiba que é importante saber respeitar o momento da pessoa depressiva, você pode incentivá-lo a fazer algumas atividades, mas não insista se ele recusar. Algumas coisas podem ser simples para uma pessoa saudável, mas insuportáveis para quem está sofrendo com a doença.