
Tubarão
A criatividade e a paixão dos ferroviários refletem na imagem e no saudosismo que locomotivas e vagões trazem ao longo desses 130 anos de estrada de ferro no sul do estado. Toda essa dedicação recebeu um dia especial, 30 de abril, Dia do Ferroviário.
E, quando se fala em ferroviários, fala-se de pessoas importantes na história. Vanderlei Castilhos Pires é exemplo. Com 35 anos dedicados à ferrovia, possui dois filhos que seguem os seus passos.
A paixão surgiu quando criança, pois cresceu e viveu sua infância próximo aos trilhos, em Santana do Livramento (RS). Hoje, vive em Santa Catarina e, na função de controlador da segurança patrimonial, atua junto às comunidades.
“O ferroviário tem no sangue a profissão de ferroviário. Meu trabalho não aumenta a produção da companhia, mas envolve pessoas que convivem dia a dia com a operação ferroviária. Minha atividade é garantir a segurança dos moradores, orientar para que não construam perto dos trilhos e, ao mesmo tempo, contribuir para a melhoria na qualidade de vida com a participação nas ações sociais promovidas pela FTC”, destaca.
Os filhos do colaborador atuam em funções distintas, mas o que vale é estar inserido no setor ferroviário. Juliano Correa Pires, artífice de manutenção mecânica, trabalha para que as engrenagens das locomotivas funcionem a todo ‘vapor’. Há dez anos atua na empresa e, desde pequeno, observava tudo de perto. “Meu pai sempre me incentivou e deu força para que eu fizesse parte da família FTC. Ele é meu exemplo e hoje tenho orgulho em ser ferroviário”, diz emocionado.
Conforme a gerente de gestão de pessoas, Eliane de Souza, todo o progresso e humanização do setor foi possível devido ao envolvimento e determinação de pessoas que acreditam na ferrovia como agente propulsora do desenvolvimento econômico e social do país.