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OAB quer pagamento de mais de R$ 120 milhões

Clésio Moraes (à esquerda) e Tullo Cavallazzi já marcaram audiências para tratar dos trabalhos na subseção de Tubarão.
Clésio Moraes (à esquerda) e Tullo Cavallazzi já marcaram audiências para tratar dos trabalhos na subseção de Tubarão.

Eduardo Zabot
Tubarão

A defensoria dativa encerra no dia 14 do próximo mês. Nove mil advogados de todo estado atendem pessoas que não tem recursos para pagar um profissional em defesa própria. Encerrado este modelo, inicia a defensoria pública. Mas a seção de Santa Catarina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) quer o pagamento de R$ 125 milhões. O recurso é quanto o estado deve aos advogados.

“As negociações já existem e estou otimista com as promessas sérias que o governo tem feito até agora”, resume o presidente da seção catarinense da OAB, Tullo Cavallazzi Filho. Segundo ele, a defensoria pública só iniciará quando os profissionais receberem.

O modelo será similar ao aplicado em São Paulo, onde há um convênio entre OAB, defensoria e estado. Isso assegura que haja mais advogados à disposição da população. A defensoria pública terá, por ora, apenas 60 profissionais. Em Tubarão, apenas um advogado ficará encarregado de toda a demanda.

“Queremos a ampliação deste quadro. Vou lutar para que Tubarão possa ter mais advogados para defender quem precisa deste serviço e não pode arcar com o custo”, promete o presidente da subseção de Tubarão da OAB, Clésio Moraes.
Ele e o restante da diretoria eleito foram empossados ontem à noite. Clésio também quer aproveitar a aproximação com a seção estadual para ampliar os serviços para os profissionais da cidade. A OAB de Santa Catarina tem, hoje, 43 subseções e os mandatos são de três anos.

Inclusão digital é necessária

Um dos pontos destacados pelo presidente da seção de Santa Catarina da OAB, Tullo Cavallazzi, é o atendimento com treinamentos para advogados e funcionários dos escritórios em relação a inclusão digital. A intenção é abrir os cursos em todas as subseções. “Essa é uma oportunidade que vai agilizar o trabalho do advogado e do judiciário, mas o mais importante é não excluir nenhum profissional, principalmente os mais antigos”, valoriza. Em Tubarão, o presidente da subseção, Clésio Moraes, quer oferecer cursos como estes e realizar convênios para beneficiar a categoria.

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