Letícia Matos
Tubarão
Ainda que Tubarão seja um município visivelmente atrasado no que se refere a obras de drenagem para evitar alagamentos e enchentes, aos poucos os gestores começam a perceber que enterrar tubos pode não dar tantos votos, mas, lá na frente, faz a diferença entre ter a cidade “de pé” ou “em pedaços” após uma grande chuva. A questão é que em ano eleitoral como este, muitas obras que se estendem por anos podem demorar muito mais. Como a macrodrenagem na margem esquerda do Rio Tubarão: são sete anos de trabalhos e nada!
A obra está 37 meses atrasada e, nas previsões mais otimistas, deve ficar pronta no fim do primeiro semestre deste ano, ou seja, mais seis meses. Os trabalhos foram retomados nesta segunda-feira com o encerramento do recesso de fim de ano. As equipes seguem com o assentamento das aduelas já instaladas na rua Luís Pedro Oliveira. Após a finalização, deve ser realizada a microdrenagem e, posteriormente, a pavimentação da via.
A engenheira civil responsável pela obra, Patrícia Paz de Amaral Corrêa, da empresa Coenco, explica que até o momento a obra está 70% concluída. “Devemos seguir até junho finalizando as macrodrenagens até a rua Semeão Esmeraldino de Menezes, via onde está localizada a Igreja São Judas Tadeu”, completa.
2009: A macrodrenagem é esperada desde o início de 2009, quando o projeto foi protocolado junto ao Ministério das Cidades. Mas a verba foi liberada efetivamente somente dois anos depois, em 2011.
2012: Mesmo com os recursos garantidos, os trabalhos iniciaram somente em abril de 2012. E, quando se achava que tudo, enfim, seguiria em frente e em bom ritmo, o serviço foi interditado e retomado somente em agosto de 2013.
R$ 3,9 milhões já foram investidos nos trabalhos. A obra é assinada pela Coenco Construções.
Conclusão
A placa de sinalização colocada pela União na avenida José Acácio Moreira informa que o término era previsto para 25 de dezembro de 2012.
Projeto
O projeto compreende duas obras diferentes: a construção de duas estações elevatórias às margens do rio e serviços de microdrenagem na margem esquerda da cidade. Os trabalhos têm o intuito de prevenir enchentes e grandes alagamentos em toda a região dos bairros Humaitá, Dehon, Morrotes e Centro. Pelo menos 28 mil habitantes serão beneficiados.
