Início Especial Obra sai este ano… ou no próximo…

Obra sai este ano… ou no próximo…

A retirada dos trilhos beneficiará os moradores próximos à linha férrea. Hoje, muitos se arriscam ao atravessar os trilhos.
A retirada dos trilhos beneficiará os moradores próximos à linha férrea. Hoje, muitos se arriscam ao atravessar os trilhos.

Karen Novochadlo
Tubarão

Se der tudo certo, o edital de licitação para a remoção dos trilhos de parte do perímetro urbano de Tubarão poderá ser lançado em setembro deste ano. Tudo dependerá da aprovação do congresso nacional. A garantia é do articulador designado pela prefeitura para tratar desta questão, Felipe Felisbino.

O projeto de retirada dos trilhos foi dividido em duas etapas. A primeira, que compreende a construção de um galpão, foi iniciada em 2002. A estrutura física está 80% completa. Faltam as instalações de energia elétrica e outros acabamentos.

Mas o projeto sofreu algumas alterações não aceitas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit). O órgão contestou a aplicação do dinheiro pela prefeitura e a obra foi paralisada. Posteriormente, as alterações foram aprovadas. Hoje, as contas estão sob análise.

A segunda etapa engloba a construção de um prédio para administração da Ferrovia Tereza Cristina e a retirada dos trilhos da rua Tereza Cristina até a Altamiro Guimarães. Como o convênio firmado com o governo federal encerrou em 2006, é necessário um segundo acordo. Para isso, a coordenação do ramal ferroviário, do Dnit, desenvolve um projeto de lei para que haja uma emenda no orçamento da União, no valor de R$ 5 millhões.

Este projeto será enviado ao Ministério dos Transportes, que o protocolará no congresso nacional. Se aprovado, o edital será lançado. Mas, caso ocorra o contrário, a verba para a execução da obra entrará automaticamente no orçamento de 2012 da União.

FTC acredita no projeto

Muitos moradores da rua João Piava (uma continuação da rua Tereza Cristina), no bairro Oficinas, surpreenderam-se com a construção de muros em torno dos trilhos. A obra é executada pela Ferrovia Tereza Cristina (FTC) para garantir a segurança dos pedestres. “É estranho colocar um muro no trilho”, exclama a atendente Ketlyn de Brito de Lima, 18 anos.

Não é incomum avistar crianças e adultos cruzarem e caminharem sobre a linha férrea. Também há riscos de tombamentos e descarrilhamentos. Alguns moradores não aprovaram a medida. “Alguns muros terão que ser destruídos para que os carros possam passar”, reclama a costureira Eva Marcelo Espíndola, 63 anos. As obras da FTC foram realizadas dentro da faixa de domínio da ferrovia, uma extensão de 6,5 metros.

Apesar de construir estes muros, o gerente administrativo Gilberto Machado garante que a empresa ainda acredita na remoção dos trilhos. “O problema é que não sabemos quanto tempo isto irá levar, e precisamos garantir a segurança das pessoas”, revela. A previsão do gerente era de que a obra demorasse de quatro a cinco anos. Mas já se passaram 8 desde que iniciaram.

O projeto

• A remoção dos trilhos da avenida Marcolino Martins Cabral começou em 2001. O projeto foi dividido em duas fases, cujo custo estimado era de R$ 7 milhões, e pretendia ligar a Marcolino com a Silvio Cargnin, em Oficinas. Até o momento do embargo, apenas 80% da primeira etapa estavam concluído. Cerca de R$ 2,8 milhões foram empregados na obra.
• A porcentagem refere-se ao galpão erguido na Ferrovia Tereza Cristina (em frente ao Museu Ferroviário), que, no futuro, abrigará a oficina de conserto de locomotivas da empresa. A segunda etapa diz respeito à remoção dos trilhos da avenida, a construção de um prédio para abrigar a administração.

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