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Obra volta à estaca zero

Com a revisão de todos os convênios da prefeitura de Jaguaruna, o projeto de construção da nova ponte de Congonhas não tem data para sair do papel.
Com a revisão de todos os convênios da prefeitura de Jaguaruna, o projeto de construção da nova ponte de Congonhas não tem data para sair do papel.

Lily Farias
Jaguaruna

Todas as obras da prefeitura de Jaguaruna, iniciadas ou não, que contam com subsídios dos governos estadual e federal são reavaliadas pela assessoria jurídica do município.
A meta é decidir quais os convênios poderão ser continuados e quais terão que ser refeitos. E neste ‘pacotão da revisão’ está a ponte de Congonhas, na divisa com Tubarão.

Há cerca de dois meses o projeto foi readequado para que a empresa responsável pela obra, a Souza e Esmeraldino, de Tubarão, pudesse iniciar os trabalhos, o que não ocorreu. Na verdade, foi licitado o documento errado, pois a ponte era alguns metros menor do que o leito do rio.

Além disso, a readequação também trouxe problemas de ordem financeira. O trabalho, antes orçado em R$ 744.591,80, ficou bem mais caro e o estado já avisou: não bancará um centavinho a mais. Até porque este já é o segundo convênio para a mesma obra.

O convênio entre o governo e a prefeitura de Jaguaruna é de R$ 600 mil. O restante diz respeito a contrapartida das duas cidades (R$ 92.704,10 para cada). O prefeito Luiz Napoli (PP) tem a intenção de realizar a obra, mas não arrisca data para isso.

Além da ponte de Congonhas, outros projetos importantes para o desenvolvimento do turismo, da educação, saúde e mobilidade urbana estão no ‘pacotão da revisão’.
Um exemplo é o término da construção do portal da cidade, do posto de saúde central e o asfaltamento da estrada de Olho D’água, no balneário Esplanada. Todas estas obras contam com recursos da prefeitura e do estado.

Com verba da esfera federal existe o projeto de construção de uma creche, no bairro Beija Flor (o executivo também participa financeiramente).
“Vamos ver se temos condições de levar adiante todos estes convênios ou se teremos que voltar à estaca zero”, reclama o secretário de obras, finanças, educação e cultura da prefeitura, Adriano Souza dos Santos.

Serviços básicos ficam comprometidos

Com a mudança de gestão das prefeituras, muitos serviços básicos ficaram comprometidos em algumas cidades. Uma das maiores reclamações é quanto a coleta de lixo. Em Jaguaruna, a situação é bastante crítica, principalmente porque no verão a população da cidade dobra, assim como a quantidade de resíduos.

Para atender a demanda, a prefeitura exigiu da empresa responsável pela coleta, a Transrecol, que ampliasse a frota de caminhões, o que foi feito. Hoje 16 veículos rodam a cidade. Eram 14.
“Também profissionalizamos o trabalho dos garis. Agora todos atuam uniformizados e com todos os acessórios de proteção”, informa o secretário de obras finanças, educação e cultura da prefeitura, Adriano Souza dos Santos.

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