
Silvana Lucas
Tubarão
A conclusão das obras de micro e macrodrenagem urbana realizadas na margem esquerda do Rio Tubarão tem data marcada. Dezembro é o último prazo previsto para a finalização, porém para os moradores este mês parece estar longe de chegar.
“O trabalho é muito lento. Um dia não tem material, no outro uma máquina está quebrada, no outro chove, enfim, são vários os motivos que contribuem para que o serviço seja realizado a passos de tartaruga”, desabafa o morador José da Silva.
Ao longo da rua Luis Pedro Oliveira, no Centro, os trabalhos seguem pela via, com escavações e a colocação de aduelas. São oito metros de profundidade nas obras de macrodrenagem.
“São mais de dois meses e meio de trabalhos sem sair do lugar. Sem falar na poluição sonora que atrapalha as atividades do comércio local e dos moradores, relata José.
Em paralelo a esta obra, segue a execução da microdrenagem, com outras tubulações, na colocação de fossas e de filtros para interligar a rede de esgoto do município.
A macrodrenagem é um projeto que compreende duas obras diferentes: a construção de duas estações elevatórias às margens do rio e as obras de microdrenagem na margem esquerda da cidade.
“Além do lodo que se espalha pelo calçamento, tem dias em que o cheiro de esgoto é insuportável. Sabemos que este trabalho é necessário, mas não esperávamos que demorasse tanto. A cada dia fica mais difícil aguentar esta demora”, argumenta a moradora Maria das Dores Pereira.
Tempo de espera
As obras de macrodrenagem são aguardadas desde o início de 2009, quando o projeto foi protocolado junto ao Ministério das Cidades. Mas a verba foi liberada efetivamente somente dois anos depois, em 2011.
A ordem de serviço para a execução foi expedida em 13 de outubro de 2011, porém os trabalhos iniciaram em janeiro de 2012. A conclusão, conforme informa a placa de sinalização colocada pela União, na avenida José Acácio Moreira, aponta que o término era previsto para 25 de dezembro de 2012. Nesta estimativa, já estava calculado o tempo necessário para recuperar as ruas, hoje em estado precário. Depois de quase três anos, a população espera agora que desta vez o prazo seja cumprido.