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Onde está o diretor?

Pais reclamam: falta até papel higiênico.
Pais reclamam: falta até papel higiênico.

Karen Novochadlo
Tubarão

“Cadê o diretor?”. Esta pergunta foi o mote da manifestação realizada ontem por pais e professores na escola Martinho Ghizzo, no bairro Passagem, em Tubarão. Desde o início do ano, já passaram pela direção Mônica Rech Soares, Márcia de Souza Valgas e Gedeão Vieira.
Com 382 alunos, a unidade estão sem um diretor há quase um mês. A última que ficou na vaga, Mônica, permaneceu na instituição apenas dois dias. Para reforçar o protesto, os boletins dos alunos não foram entregues.

A falta de material didático, de higiene e limpeza também é outra reclamação. Não existe nem mesmo um rolinho de papel higiênico. Os estudantes deixam de usar o banheiro da instituição. “O chão está imundo. O banheiro não tem condição de uso”, reclama a dona de casa Terezinha Nascimento, 42 anos. Os seus quatro filhos estudam na Martinho Ghizzo.

A professora Sônia Maria de Medeiros da Silva ministra aulas há 11 anos na escola. E usa dinheiro do próprio bolso para comprar material que usará na sala de aula. “Não temos nem folha sulfite”, reclama. Sônia explica que a manifestação também é para protestar contra a municipalização do ensino fundamental e cobrar piso salarial nacional para os professores (R$ 1.187,97). “O município mal dá conta de atender a todas as crianças do centro de educação infantil, imagine como administrará os outros estudantes?”, contesta.

Novo diretor chega hoje

João de Souza é o nome do novo diretor que assumirá o cargo na escola estadual Martinho Ghizzo, no bairro Passagem, em Tubarão. Ele é professor da Escola Monsenhor Bernardo Peters, de Treze de Maio. A gerente regional de educação no município, Teresa Cristina Meneghel, explica que João fará uma visita à instituição hoje. E, até o dia 31, se dividirá entre as aulas em Treze de Maio e a direção da escola em Tubarão. A partir do dia 1º, ficará apenas na Martinho Ghizzo.
O secretário regional de desenvolvimento em Tubarão, Haroldo de Oliveira Silva, o Dura, avisa que o material que falta já foi licitado pelo governo do estado. Na segunda-feira, deverá chegar uma remessa de emergência.

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