Além da ação criminal, MP impetrou ação civil pública, no último dia 24, contra os envolvidos.
Jailson Vieira
Capivari de Baixo
Estava tudo pronto para os vereadores afastados Jean Rodrigues Corrêa (PSDB), Ismael Martins, o Mael, (PP) e Edison Cardoso Duarte, o Edison da Autoelétrica (PMDB) tomarem posse nesta legislatura, mas não foi bem isso que ocorreu na Câmara de Capivari de Baixo. Ontem, por volta das 9h30min, os parlamentares afastados que assumiriam as suas funções às 10 horas, tiveram uma surpresa indigesta: a juíza da comarca, Rachel Bressan Garcia Mateus, aceitou a denúncia de processo criminal protocolada pelo Ministério Público (MP) e decidiu manter suspensos os três legisladores.
O afastamento da função na casa legislativa também se estende ao vereador reeleito Fernando Oliveira da Silva (PSB), que tomaria posse na próxima semana, porém, por enquanto o retorno ao cargo para os reeleitos não ocorrerá tão cedo, uma vez que a suspensão é por tempo indeterminado. Antes era para um prazo de 180 dias, o que para Jean, Mael e Edison se encerrou nesta terça-feira. Mas com a aceitação por parte da magistrada, o afastamento poderá ser longo para os legisladores envolvidos no suposto esquema de corrupção.
Além dos quatro parlamentares, os ex-legisladores Arleis Flávio Ribeiro (PSDB) e Jonas Machado (PMDB) e os ‘servidores’: a assessoria jurídica da Casa legislativa, Tatiana de Medeiros Koepsel, Jean Serafim Pereira, Felippe Flor Corrêa, Jaiana Bittencourt de Souza, Megue Souza da Silva, Ramon Torres, Regiane de Souza Torquato e Guilherme da Silva Kfouri também são acusados pelo MP de participarem de uma grande lista de crimes como: corrupção ativa, passiva, peculato e suspeita de formação de quadrilha, bem como os ‘vereadores’ ficarem com parte do salário de assessores que, muitas vezes, nem cumpriam suas funções na Casa.
Com a decisão de ontem, os 14 envolvidos na Operação Casa da Mãe Joana estão proibidos de se aproximarem da Câmara, mais precisamente precisam manter uma distância de 100 metros do local. Essa penalidade estava associada há alguns legisladores, entre eles: Jean e Mael. Foi por não respeitarem esta medida cautelar, que a promotoria na terça-feira solicitou a prisão dos dois. O pedido de prisão preventiva ainda não foi analisado pela magistrada.
Operação iniciou há 11 meses
O parlamento da Cidade Termelétrica foi alvo da Operação Casa da Mãe Joana, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Criciúma e Florianópolis e do Ministério Público. As investigações iniciaram em julho do ano passado e seguiram até dezembro. Os quatro vereadores e outros dois ex-legisladores são acusados de corrupção ativa, passiva, peculato e suspeita de formação de quadrilha, além de ficar com parte do salário de assessores que, muitas vezes, nem iam trabalhar.
