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Operação Moscou prende líder de grupo internacional do tráfico em mansão de luxo em Florianópolis

Operação Moscou SC
FOTOS PCSC Divulgação Notisul
FOTOS PCSC Divulgação Notisul

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A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a Operação Moscou entre quinta-feira e a noite desta sexta-feira (11), resultando na prisão de um homem de origem russa apontado como líder de um grupo criminoso internacional de tráfico de drogas.

O suspeito mantinha um laboratório clandestino em uma mansão de alto padrão no bairro Jurerê Internacional, em Florianópolis. A ação foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Drogas (DRD), vinculada à Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

Laboratório funcionava em casa de luxo

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, os policiais encontraram um laboratório completo para processamento e refinamento de cocaína dentro da residência.

No local, foram apreendidos:

  • Produtos químicos controlados, como ácido sulfúrico e clorídrico
  • Equipamentos laboratoriais, incluindo centrífuga, provetas e béqueres
  • Matéria-prima, como folhas de coca
  • Quantidades de cocaína já processada
  • Dinheiro em espécie em diferentes moedas, somando cerca de R$ 200 mil

Também foi apreendido um veículo avaliado em aproximadamente R$ 150 mil.

Investigação começou com prisão no aeroporto

As investigações tiveram início após a prisão de um suspeito no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis.

O homem foi flagrado tentando embarcar com drogas escondidas no corpo, possivelmente com destino final à cidade de Moscou, na Rússia. A prisão ocorreu após denúncia anônima.

A partir do caso, a Polícia Civil identificou a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções entre produção, transporte e distribuição internacional de drogas.

Estrutura criminosa internacional

Segundo a polícia, o grupo atuava de forma organizada, utilizando o imóvel de alto padrão como fachada para evitar suspeitas.

A escolha de Jurerê Internacional, bairro com grande circulação de pessoas e veículos, teria facilitado a atuação do grupo sem chamar atenção.

A operação contou com apoio de diversas unidades especializadas, incluindo:

  • Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS)
  • Núcleo de Inteligência (NINT)
  • Núcleo de Operações com Cães (NOC), com uso de cães farejadores

Suspeitos seguem à disposição da Justiça

O homem preso no aeroporto teve a prisão convertida em preventiva. Já o suspeito russo foi encaminhado à sede da DEIC, onde teve a prisão em flagrante lavrada.

Ele permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações seguem para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.

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