A Orquestra de Baterias de Florianópolis chega à 13ª edição reunindo cerca de 400 músicos de sete estados brasileiros em um espetáculo que transforma a bateria em protagonista. O evento reúne participantes entre um e 78 anos de idade e apresenta um repertório que passeia por clássicos do rock internacional e sucessos da música brasileira, reforçando a proposta de integração entre diferentes gerações, estilos e níveis de experiência.
Criada em 2013 durante a Maratona Cultural de Florianópolis, a iniciativa se consolidou como um dos maiores encontros de bateristas do país e voltou a reunir músicos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Ceará e Mato Grosso do Sul.
Diversidade marca o encontro
Entre os inscritos deste ano, 120 participam pela primeira vez, enquanto 260 retornam após viverem a experiência em edições anteriores. Há inclusive músicos que nunca deixaram de participar desde a criação da orquestra.
Além da diversidade de idade, o encontro reúne profissionais e iniciantes, bateristas ligados ao rock, heavy metal, gospel, sertanejo, música brasileira e pop. Outro destaque é o crescimento da participação feminina, que já representa quase 30% dos integrantes.
O baterista Thales Stipp, participante há vários anos, destaca que a proposta democrática é um dos principais atrativos.
“O que sempre me fez voltar foi a vibe e o negócio de ser muito democrático. Vai da criancinha de 3, 4 anos até a senhora de 84.”
Segundo ele, o evento também movimenta Florianópolis.
“O impacto cultural é gigantesco. Traz turismo, traz as pessoas para Floripa.”
Projeto transforma bateria em protagonista
O idealizador e um dos regentes da orquestra, Alexei Leão, explica que a proposta nasceu justamente para fazer algo incomum.
“A bateria como protagonista não é comum. Quando esse monte de baterias toca junto, cria uma massa sonora rara. As pessoas sempre se emocionam porque é uma experiência muito forte.”
Segundo Alexei, um dos diferenciais do projeto é permitir que familiares e amigos compartilhem o palco.
“O baterista normalmente toca sozinho dentro de uma banda. A orquestra cria esse momento de tocar junto com um amigo, com a esposa, com o marido, com os filhos. É uma grande confraternização.”
Ao longo de mais de uma década, o encontro passou a receber participantes de diferentes regiões do Brasil e também convidados internacionais, fortalecendo Florianópolis como referência para bateristas.
Repertório reúne clássicos do rock e sucessos nacionais
O espetáculo deste ano apresenta versões para bateria de músicas conhecidas do público, entre elas:
- Song 2 (Blur);
- Crazy Little Thing Called Love (Queen);
- Symphony of Destruction (Megadeth);
- Highway Star (Deep Purple);
- Heart-Shaped Box (Nirvana);
- Tarde de Outubro (CPM 22);
- Admirável Chip Novo (Pitty);
- Uprising (Muse);
- Try (Pink);
- Levitating (Dua Lipa);
- How You Remind Me (Nickelback);
- What’s Up? (4 Non Blondes);
- Remedy (The Black Crowes);
- We’re Not Gonna Take It (Twisted Sister).
Um dos destaques será a execução de Acordar, da banda catarinense Um Quarto, valorizando a produção musical local dentro de um repertório que reúne diferentes gerações do rock e da música pop.
Experiência acompanha músicos ao longo da carreira
A trajetória de Thales Stipp ilustra o impacto do projeto. Morador de Florianópolis por 12 anos, ele iniciou a carreira na cena independente da cidade e atualmente integra a banda do cantor Di Ferrero, além de ter apresentação prevista no Rock in Rio em setembro.
Mesmo com a carreira profissional em expansão, o músico continua participando da Orquestra de Baterias.
Para Alexei Leão, essa convivência entre diferentes estilos musicais representa a essência do projeto.
“Tem quem toque pop, gospel, metal, sertanejo, música brasileira. Quando todo mundo toca junto, isso deixa de importar. Vira uma massa sonora unida.”
Serviço
A 13ª Orquestra de Baterias de Florianópolis é realizada pelo Instituto Maratona Cultural, com apoio cultural da Ibagy e Hurbana – Cidade para as Pessoas.
O evento conta com patrocínio da Fundação Franklin Cascaes, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e da Prefeitura de Florianópolis, além de incentivo da ICRH e Tigre, via Programa Estadual de Incentivo à Cultura.
