Os grupos de famílias são tidos como prioridade, ou seja, alvo de atenção especial, de modo a valorizar e viabilizar os meios para que funcionem de modo ativo e efetivo nas comunidades que compõem as paróquias e que, agregadas, formam as dioceses. Afinal de contas, os grupos de famílias fazem parte da rica história de vivência da fé, da oração centrada na Palavra de Deus e na religiosidade popular, da organização das comunidades e da atuação no meio social, proporcionando às pessoas um espaço eclesial e social que lhes permite a socialização, troca de idéias e a oração a partir das esperanças, dificuldades e alegrias do dia a dia.
Por estar enraizado no Evangelho e formar a experiência comunitária da fé, a realidade dos grupos de famílias é uma realidade de igreja, toda perpassada pela dimensão missionária. A igreja encontra neles um jeito próprio de ser, organizar e agir, no espírito da comunhão e participação que possibilita viver já aqui o Reino de Deus.
Os grupos de famílias se propõem como um “novo modo de ser igreja”, expressando sua natureza, identidade e missão. São grupos de igreja que nasceram dentro da comunidade eclesial, como apelo do Evangelho. Talvez seus membros não tenham consciência explícita das dimensões de sua proposta eclesiológica, mas a vivem existencialmente, numa eclesiologia experiencial implícita e empírica.
Os encontros dos grupos de famílias acontecem com periodicidade, variando entre semanais, quinzenais e mensais. Em alguns lugares, os encontros acontecem durante todo o ano; em outros, apenas em alguns períodos litúrgicos, sobretudo no Advento e na Quaresma.
Com relação ao número de participantes dos encontros, geralmente limita-se a poucas famílias, na maioria mulheres e crianças. O número reduzido de famílias, por grupo, colabora para o desenvolvimento de relações intersubjetivas mais próximas.
A dinâmica dos encontros diversifica-se conforme a habilidade e criatividade da liderança local, lembrando que a linguagem utilizada é sempre bastante simples, o que facilita também a participação de todos.
Podem ser elencados como eixos da dinamização dos encontros a centralidade da palavra e o método: ver e refletir a vida da família, dialogar, rezar e celebrar, planejar ações comuns, avaliar.
Os maiores desafios são acerca da transmissão do conteúdo, onde se podem pontuar duas situações: 1) a necessidade da formação de animadores de gtrupos de famílias com uma bagagem teórica e metodológica que capacite para uma atuação eficiente e eficaz nos grupos; 2) o fato de o conteúdo catequético pastoral dos grupos de famílias concorrer com outros conteúdos apresentados em outros espaços eclesiais. Evidentemente que outros desafios aparecem para toda a Igreja, acabando por atingir também os grupos de famílias, como os desafios da igreja universal, diocesana, paroquial, comunitária…
Uma boa estratégia de fortalecimento dos grupos de famílias é a valorização por meio da participação de encontros em nível paroquial, diocesano, comarcal, regional, nacional. E um grande facilitador disso são os encontros das CEB’s e grupos de família que possuem traços de eclesialidade em comum.
