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Os prós e contras de ser vegetariano

A nutricionista Natália Schmitt Fahrion acredita que os vegetarianos têm uma vida tão saudável quanto aqueles que comem carne
A nutricionista Natália Schmitt Fahrion acredita que os vegetarianos têm uma vida tão saudável quanto aqueles que comem carne

 

Lily Farias
Tubarão
 
Um estilo de vida que ganha cada dia mais adeptos, o vegetarianismo tem prós e contras como qualquer outro hábito alimentar. Quem abraça a ideia de não incluir carnes no cardápio, precisa ter em mente que a decisão significa uma mudança radical no modo de viver e requer cuidados redobrados na hora de escolher os alimentos. 
 
Segundo a nutricionista Natália Schmitt Fahrion, da Studio Plenum, em Tubarão, a dieta é considerada, pela medicina, com um dos melhores métodos de manter a qualidade de vida, mas é preciso estar atento ao modo em que o indivíduo pretende inserir-se neste meio.
 
“O ideal é iniciar eliminando a carne vermelha e incluir aves, peixes, ovos e laticínios. Estes alimentos são considerados de transição. Ser um vegetariano significa não comer nenhum tipo de carne ou derivados”, esclarece a nutricionista.
 
O período de adaptação, conforme Natália, é um processo difícil que precisa ser levado feito de forma gradativa. “É o tempo que o organismo precisa para se ajustar ao novo programa alimentar, porque receberá maior quantidade de alimentos, nutrientes e vitaminas, entre tantas substâncias”, detalha.
 
Mas ela alerta aos perigos de tornar-se vegetariano por conta própria. “Tem que ter o mínimo de conhecimento para saber o que se pode comer e a quantidade certa de cada substância. Uma dieta errada pode acarretar em problemas de saúde e até emocionais. Quem não come carne precisa ingerir alimentos ricos em ferro, cálcio, vitamina B12, zinco e muita proteína”, orienta.
 
Sem carne no cardápio, família leva uma vida plena e saudável
Os motivos que levam as pessoas a tornarem-se vegetarianas são inúmeros, mas o principal é a saúde. É o caso do bancário Carlos Vinícius Pontes, 33 anos.
Em função de um tratamento contra a hepatite C, aos 20 anos, ele precisou parar de comer carne por três meses. Depois deste período de abstinência, ele optou por comer menos carne. Em seguida passou a ingerir apenas carnes brancas. 
No ano passado ele decidiu: excluiu todas as carnes da mesa.  Carlos passou a ser adepto do ovo-lacto-vegetarianismo, uma dieta que inclui ovos, derivados de leite e vegetais no cardápio. 
“Levo uma vida normal e acredito que sou mais saudável do que as pessoas que ingerem carne, não sinto necessidade de comer carne. A dieta que faço me deixa mais disposto para fazer minhas atividades diárias, como surfe, ioga e, claro, o trabalho”, afirma.
O estilo de vida de Carlos incentivou a mulher, Mariana Murakawa, 28 anos, a também aderir ao ovo-lacto-vegetarianismo. E o mesmo caminho é trilhado pela filha do casal, Naomi Aimê Murakawa. Aos seis anos a menina decidiu não comer carne.
“Quando ela era menor, dávamos carne, mas ela nunca adaptou-se. Hoje come de tudo, menos a carne. Tem uma dieta balanceada e leva uma vida perfeitamente normal”, garante o bancário.
Uma das maiores discussões entre os médicos é que a criança deve ingerir carne, fonte rica em proteínas, substância essencial para o desenvolvimento.
“Não é  bem assim. Se os pais mantiverem uma alimentação equilibrada é possível, sim, excluir a carne da alimentação das crianças”, assegura a nutricionista Natália Schmitt Fahrion, da Studio Plenum, em Tubarão.
 
Carlos Vinícius Pontes e a mulher, Mariana Murakawa, não incluem a carne no cardápio e garantem levar uma vida saudável. A filha Naomi Aimê Murakawa está no mesmo caminho e, segundo os pais, se desenvolve plenamente bem
 
Benefícios dos vegetais
Manter uma alimentação rica em vegetais fornece ao corpo vitaminas e minerais importantes para o equilíbrio das funções do organismo, garante a nutricionista Natália Schmitt Fahrion, da Studio Plenum, em Tubarão. “Para ter uma dieta exemplar, é preciso conhecer os alimentos e as fontes dos principais nutrientes para evitar deficiências na alimentação. O segredo é manter um cardápio equilibrado e nutritivo”, ensina Nátalia.
 
O que contém nos alimentos
• Fontes de ferro: frutas oleaginosas (castanha de caju, nozes, amêndoas) e leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha e soja). 
• Fontes de Vitamina C: laranja, mexerica, acerola, kiwi, limão.
• Fontes de proteínas: leite e derivados, ovos, leguminosas, cereais integrais.
• Fontes de zinco: feijão, arroz integral, gérmen de trigo.
• Fontes de cálcio: leite e derivados, vegetais verde-escuros, aveia e algumas frutas oleaginosas, como a avelã.
 
As dietas vegetarianas
Entre tantas dietas veganas, as mais conhecidas são a lacto-vegetarianismo, ovo-vegetarianismo e a totalmente vegetal. De acordo com a nutricionista Natália Schmitt Fahrion, da Studio Plenum, em Tubarão, a maior parte dos vegetarianos enquadra-se na categoria ovo-lacto-vegetarianismo. “A pessoa inclui em seu cardápio ovos e derivados de leite. Normalmente é a dieta inicial de quem decide mudar de vida e tornar-se um vegeteriano, mas de um modo geral é o que as pessoas mantém até o fim da vida”, detalha.
 
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