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Crítico de cinema tubaronense fala sobre o Oscar 2026 e afirma que Brasil pode vencer

Foto: REUTERS/Mario Anzuoni

Acontece neste domingo, dia 15, no Teatro Dolby, localizado no complexo Ovation Hollywood, em Los Angeles, Estados Unidos, a 98ª edição do Oscar. Considerado o prêmio máximo do cinema, a edição conta com indicação de filme e de um diretor de fotografia brasileiros.

O longa-metragem O Agente Secreto foi indicado em quatro categorias: Melhor Ator, Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco, a última sendo a novidade da edição da premiação. A outra indicação brasileira é de Adolpho Veloso, diretor de fotografia do filme Sonhos de Trem, da Netflix, que foi indicado em Melhor Fotografia.

Assim como na edição 97, o Brasil foi indicado, porém em maior quantidade. Em 2025, Ainda Estou Aqui brilhou em Melhor Filme Internacional, desbancando a produção espanhola Emilia Pérez, cotada para vencer naquele ano. O longa-metragem brasileiro ainda foi indicado na categoria de Melhor Filme e Melhor Atriz, com Fernanda Torres representando a produção, mas na ocasião, não venceu.

Para o crítico de cinema Gabriel Rodrigues, fundador do site Critical Room de Tubarão, o Brasil pode repetir a fórmula do sucesso na categoria de Melhor Filme Internacional, mas neste ano, a disputa é mais acirrada.

“O Agente Secreto mostrou capacidade quando venceu o Globo de Ouro e o Critics Choice Awards. Só que o problema dessa vez é que não tem polêmica para um só filme dominar na categoria. Temos outros tão bons quanto, como é o caso de Valor Sentimental, que representa a Noruega. A disputa fica entre Brasil e Noruega, e não tem como definir um favorito. É a disputa mais acirrada dos últimos anos na categoria”, afirma o crítico, que ano passado, cravou que Ainda Estou Aqui venceria o Oscar de Melhor Filme Internacional em uma rádio regional.

Sites internacionais colocam Brasil em segundo lugar

O Agente Secreto é descrito como um dos melhores filmes do Brasil nos últimos anos, com a atuação de Wagner Moura sendo muito elogiada pela imprensa estadunidense. Porém, mesmo assim descrito por muitos sites especializados em cinema nos Estados Unidos, o filme brasileiro foi colocado em segundo lugar.

Grandes revistas como Variety e Deadline apontam que Valor Sentimental deve vencer a disputa. No entanto, o Deadline, em 2025, apontou Emilia Pérez como o filme vencedor da categoria, o que não ocorreu, enquanto a Variety cravou Ainda Estou Aqui .

Em outras categorias em que o Brasil foi indicado, as chances são mínimas, de acordo com as revistas eletrônicas.

“A gente vê que o Brasil está empenhado em competir de igual para igual com blockbusters como Pecadores ou Uma Batalha Após a Outra. Mas fica nítido o desprestígio da categoria de Melhor Filme para um filme fora do eixo dos Estados Unidos. Embora o Brasil fique em segundo em previsões de Melhor Filme Internacional, o que não considero um absurdo, em Melhor Ator, Melhor Elenco e Melhor Filme, Wagner Moura e O Agente Secreto não figuram nem como uma segunda opção”, pontua o especialista.

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