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Outubro Rosa reforça cuidados para prevenir e detectar o câncer de mama

Prevenção do câncer de mama
IMAGEM Divulgação, Notisul

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Tempo de leitura: 3 minutos

O Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama feminina por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Neste Outubro Rosa, os números reforçam a importância da prevenção do câncer de mama, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento. Hábitos saudáveis, atenção às mudanças no corpo e acompanhamento médico estão entre os cuidados essenciais para a saúde da mulher.

O ginecologista Alfonso Massaguer destaca a importância de combinar hábitos saudáveis com acompanhamento médico. A prevenção envolve reduzir a exposição a fatores de risco modificáveis, enquanto a detecção precoce busca identificar a doença em fases iniciais.

A mamografia, portanto, não impede o desenvolvimento do câncer, mas pode detectar alterações antes do aparecimento de sintomas.

O câncer de mama não tem uma causa única. Idade, histórico familiar, fatores genéticos e hormonais podem influenciar seu desenvolvimento. Por isso, mesmo mulheres que mantêm uma rotina saudável precisam estar atentas às orientações de acompanhamento.

Hábitos saudáveis ajudam a reduzir o risco de câncer de mama

Entre as medidas que contribuem para reduzir o risco de câncer de mama estão a prática regular de atividade física, a manutenção de um peso saudável e evitar bebidas alcoólicas. O excesso de gordura corporal, especialmente após a menopausa, é um fator de risco reconhecido para a doença.

Na alimentação, a orientação é priorizar frutas, verduras, legumes, feijões e cereais integrais, reduzindo o consumo de ultraprocessados.

Caminhadas, dança e bicicleta são opções para incorporar movimento à rotina. Não fumar também é uma medida importante para a prevenção de diversos tipos de câncer e outras doenças.

Conhecer as mamas não substitui a mamografia

Observar as mamas no cotidiano ajuda a perceber mudanças, mas o autoexame sistemático não é recomendado como método de rastreamento.

Não é necessário seguir uma técnica rígida ou escolher um dia específico para essa observação, que não substitui os exames indicados nem a avaliação profissional.

Alguns sinais merecem atenção:

  • Caroço na mama ou na axila;

  • Mudança no formato da mama;

  • Retração do mamilo;

  • Pele com aspecto de casca de laranja;

  • Saída espontânea de líquido pelo mamilo, especialmente com sangue.

Essas alterações podem ter causas benignas, mas a avaliação não deve ser adiada. A ausência de dor não descarta a doença.

Quando fazer a mamografia pelo SUS

A orientação vigente do Ministério da Saúde para o rastreamento de rotina no Sistema Único de Saúde (SUS) é realizar mamografia a cada dois anos em mulheres de 50 a 74 anos sem sinais ou sintomas suspeitos.

Mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 anos também podem acessar o exame de rastreamento por demanda, após orientação profissional sobre benefícios e riscos.

A presença de sintomas exige avaliação independentemente da idade ou da data da última mamografia.

Já mulheres com risco elevado podem precisar de acompanhamento individualizado, considerando o histórico familiar e outros fatores clínicos.

Outubro Rosa reforça a importância do cuidado durante todo o ano

Para o ginecologista Alfonso Massaguer, o Outubro Rosa é uma oportunidade de estimular cuidados que devem permanecer ao longo do ano.

Além da conscientização, o enfrentamento da doença depende de acesso à avaliação, investigação das alterações e continuidade do atendimento.

A prevenção do câncer de mama e a identificação de alterações suspeitas são partes importantes desse processo. A orientação médica permite avaliar fatores de risco e definir os cuidados adequados para cada mulher.

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