Início Especial Paralisação poderá iniciar nesta quarta-feira

Paralisação poderá iniciar nesta quarta-feira

Foto: Banco de imagem/Notisul.
Foto: Banco de imagem/Notisul.

Jailson Vieira
Tubarão

Os professores da rede estadual de educação poderão entrar em greve a partir desta quarta-feira. O secretário estadual da pasta, Eduardo Deschamps, foi notificado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública (Sinte/SC) e revelou que a decisão dos profissionais foi “unilateral” por parte do sindicato em um momento que havia negociações, avanços e diálogo aberto.

A coordenadora regional do Sinte em Tubarão, Tânia Fogaça, expõe que desde a última assembleia no dia 10 deste mês, em Florianópolis, os representantes do governo do estado não apresentaram nenhuma proposta que fosse ao encontro dos docentes e que hoje, às 20 horas, uma reunião do conselho da categoria será realizada em um hotel na capital. A coordenadora explana que até hoje à noite, os sindicalistas vão esperar uma contraproposta que atenda os objetivos dos professores, caso contrário a greve será deflagrada.

“O encontro servirá para discutir sobre os encaminhamentos da assembleia que ocorrerá amanhã, às 14 horas, no Centro Sul, em Florianópolis. Acredito que haverá a paralisação dos professores. Desde 2011, estamos na mesma situação e de lá para cá nada mudou, o governo é o mesmo, o secretário também, e a enrolação só aumenta por parte deles”, opina Tânia.

A greve deverá ocorrer não somente pela questão financeira referente ao piso da categoria. A descompactação da tabela, além da sobrecarga dos docentes, a falta de profissionais e condições insalubres de trabalho também estão na mira do sindicato, que exige melhorias nas escolas, mais segurança e ainda a aplicação da hora-atividade.

Nas últimas semanas, os representantes do Sinte enviaram algumas propostas para o governo estadual, que até este fim de semana não se posicionou sobre o assunto.

Para governo, greve prejudicará negociações
Representantes da secretaria estadual de educação reiteram que a deflagração de uma greve neste momento prejudica sensivelmente o processo de construção da nova carreira e somente trará prejuízos para os estudantes e seus familiares. Conforme o secretário de estado da educação, Eduardo Deschamps, são finalizadas as simulações, que contemplam a nova forma de enquadramento na nova carreira, em especial dos inativos, e equivalência da remuneração dos ACTs com os níveis iniciais de carreira. “Mudanças desta natureza têm impacto financeiro e precisamos ter cuidado, pois os ajustes precisam ficar dentro da disponibilidade de recursos do Fundeb, em especial, em um ano cujas previsões de aumento de arrecadação são sombrios”, afirma Deschamps. Hoje, o secretário dará uma entrevista coletiva para falar sobre a decisão do Sinte de romper negociações com o governo e as ações que devem ser adotadas em caso de greve.

A pauta de reivindicações
• Realização imediata de concurso público;
• Descompactação da tabela;
• Melhores condições de trabalho;
• Estabelecimento de um calendário para o prosseguimento; das negociações.

Última paralisação
A última greve dos professores da rede estadual ocorreu em 2011 e os docentes paralisaram as atividades por 62 dias. Foi a maior greve da categoria já registrada em Santa Catarina. Existem possibilidades de que esta situação se repita neste ano. Na última assembleia estadual realizada recentemente pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte/SC), os professores mostraram-se entristecidos com as propostas apresentadas pelo governo do estado. Das promessas assumidas com o Sinte até agora, quase nenhuma foi cumprida.

Informações ‘blindadas’
Conforme a coordenadora regional do sindicato, Tânia Fogaça, mais de 60% dos profissionais da educação são Contratados em Caráter Temporário na região de Tubarão, por isso é necessário que um concurso público seja realizado em breve. Ela relata que, caso a greve ocorra, o número de professores e alunos atingidos pela paralisação poderão ser consideráveis. Porém, a secretaria do estado de educação não fornece o percentual dos docentes e discentes aos representantes dos sindicatos.

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