Um movimento da esquerda catarinense está agitando os bastidores da política no Estado. Esta semana, Brasília foi palco do quarto encontro de lideranças municipalistas catarinenses, evento no qual os nomes centrais da esquerda se reuniram para discutir estratégias, projetos e a construção de uma alternativa para Santa Catarina.
Participaram do encontro Gelson Merísio (PSB), Ângela Albino (PDT), Décio Lima (PT) e Afrânio Bopré (PSOL), todos apontados como protagonistas de uma possível frente ampla para as eleições de 2026.
O encontro teve como foco principal a construção de uma agenda comum. Entre os temas discutidos, destacaram-se propostas para o desenvolvimento regional, fortalecimento dos municípios e políticas públicas voltadas à inclusão social e ao crescimento econômico sustentável.
A ideia de uma frente ampla foi o eixo central das conversas. O grupo busca unir forças para apresentar uma alternativa consistente ao eleitorado catarinense, em contraposição ao campo político de direita.
A articulação deve ganhar forma pública já nos próximos dias. Os partidos que compõem a frente, formada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV), além de PSB, PSOL, Rede e PDT, convocaram a imprensa para o anúncio oficial da chapa majoritária das eleições de 2026. O evento está marcado para a próxima quinta-feira, 16, no Centro de Florianópolis.
Inauguração
A Prefeitura de Florianópolis inaugura nesta quinta-feira, 16, o Hospital Veterinário Municipal Cão Orelha. A estrutura representa um avanço nos serviços oferecidos de forma gratuita em Florianópolis. O nome do equipamento é em homenagem ao cão Orelha, que representa a busca de direitos pelos animais. Serão atendidos no novo serviço moradores de Florianópolis dos seguintes grupos: pessoas inscritas no CadÚnico, protetores de animais cadastrados, responsáveis por animais comunitários registrados na Dibea, pessoas em situação de rua com animais e pessoas com animais adotados na Dibea.
Exemplo a ser seguido.
Mudança no secretariado
A proximidade das eleições está mexendo com o secretariado de Jorginho Mello (PL) e as últimas mudanças foram publicadas esta semana no Diário Oficial.
A Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviço (SICOS), antes chefiada por Silvio Dreveck, que deixou o cargo para se lançar a deputado estadual, tem um novo secretário. É Edgard Usuy, que ocupava a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI).
No lugar dele entra Fabio Wagner Pinto, vindo da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).
Déficit de produção
A oferta de matéria-prima e os gargalos logísticos foram destaque na reunião do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM), realizada esta semana De acordo com os dados apresentados há uma dependência do estado em relação ao abastecimento de grãos. Santa Catarina produz cerca de 2,3 milhões de toneladas de milho, mas consome aproximadamente 8 milhões, volume que pode chegar a 10 milhões nos próximos anos. Um dos problemas é que o avanço da produção nacional de grãos não foi acompanhado pela infraestrutura. Outro ponto de atenção é o crescimento da produção de etanol de milho, que amplia a demanda por matéria-prima no país e pressiona a disponibilidade para outros setores. A logística também enfrenta limitações operacionais, com redução no número de motoristas e aumento da idade média da categoria, o que pode afetar o transporte nos próximos anos.
Falta de acolhimento
O Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC) tornou público o resultado de um amplo levantamento sobre os serviços de acolhimento institucional destinados a jovens e adultos com deficiência no Estado. O estudo, conduzido entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025, revelou um quadro preocupante marcado por precariedade estrutural, forte dependência de entidades privadas e falta de regulação pública adequada. O relatório analisou informações enviadas por 255 dos 295 municípios catarinenses, o que corresponde a 86,44% do Estado.
Um dos principais achados do levantamento foi a inexistência de unidades públicas de acolhimento institucional geridas diretamente pelos municípios.
Outro dado diz respeito à natureza dos serviços em execução: 84,5% das instituições acolhedoras têm fins lucrativos, enquanto parcerias com entidades sem fins lucrativos são minoria.
Oportunidade
Com a menor taxa de desemprego do país, de apenas 2,2%, e mais de 41 mil contratações formais no primeiro bimestre, conforme o Caged, Santa Catarina segue com o mercado de trabalho aquecido. Somente no Sistema Nacional de Emprego (Sine/SC) são 8.694 vagas de emprego disponíveis para diversas áreas e níveis de formação e diversas cidades do Estado.
Os interessados podem acessar as vagas pelo portal Emprega Brasil ou procurar a unidade do Sine mais próxima para atendimento presencial.
