Laguna
A tradicional pesca com a ajuda dos botos nos molhes de Laguna já não é mais novidade. Não para quem vive aqui. Para os turistas, cada tarrafada é um espetáculo. Eles aplaudem, querem saber os nomes dos botos e como cada pescador os reconhece. Mal acreditam no que seus olhos veem.
A gaúcha Angélica Menezes estava sentada na areia dos molhes e estava boquiaberta com as cenas cinematográficas protagonizadas ora pelos botos, ora pelos pescadores.
“É a primeira vez que venho a Laguna e é muito bonito ver este tipo de pesca, ainda mais em um local lindo como este”, salienta. Já para Letícia Antonello só o fato de estar na praia após uma semana sufocante de calor, já vale a pena. O aposentado Jair Pereira pesca há 15 anos com a ajuda dos botos. “É uma terapia”, atesta. Neste sábado, era o boto Mandala quem ajuda os pescadores. “São 12 botos que nadam no molhes e nós reconhecemos cada um deles”, conta o pedreiro Ronaldo da Silva, orgulhoso.
O ajudante de carpinteiro Elias Zeferino, sempre que tem um tempinho no trabalho, pega a tarrafa e vai para os molhes. “Quer me achar é só vir aqui que estou na água”, afirma ele.