
Karen Novochadlo
Imbituba
Pescadores das Praias do Ouvidor e Vermelha, em Imbituba, decidiram deixar as redes de lado pelas próximas semanas, até que comece o período da anchova. O motivo é simples: em dois meses de atividade, eles pescaram apenas 30 tainhas.
“Não temos como competir com os barcos industriais. Eles foram liberados cedo demais e alguns não respeitam as 5 milhas de distância da costa”, reclama o presidente da Associação dos Pescadores da Ibiraquera, Lédio da Silveira.
O barco de Lédio é responsável pelo sustento de 17 famílias. Para abordar este assunto, na próxima semana uma comissão de pescadores irá a Brasília conversar com autoridades do Ministério da Pesca e do Ibama, solicitar providências.
O presidente do Sindicato dos Pescadores da Região de Laguna (Sindipescalaguna), Gilberto Fernandes da Silva, acredita que a fiscalização precisa ser melhorada. Ele elogia o trabalho da Polícia Militar Ambiental, mas diz que não é o suficiente. “A área é muito grande e são poucos homens, precisamos que a atuação do Ibama melhore”, pede Gilberto.
De acordo com os pescadores, os barcos industriais interceptavam cardumes antes que chegassem à costa. A pesca da tainha também não foi muito boa em outras cidades. Uma exceção foi o Farol de Santa Marta, em Laguna, onde chegaram a conseguir duas a três toneladas por dia. Agora, a preocupação é com a pesca da anchova, que deve iniciar na próxima semana.