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Peso excessivo da mochila pode causar dores e lesões em crianças

FOTO A/P Divulgação Notisul 

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Com a volta às aulas, um alerta importante volta à pauta entre pais e educadores: o peso excessivo das mochilas escolares. O uso inadequado pode causar danos à coluna vertebral e ao sistema musculoesquelético, especialmente em crianças que ainda estão em fase de crescimento. Não por acaso, neste período, aumentam as queixas em consultórios ortopédicos relacionadas a dores nas costas, ombros e pescoço.

“Como a prevenção é o melhor remédio, buscamos sempre orientar os pais e cuidadores quanto aos riscos e às formas de evitar problemas”, explica o médico ortopedista e traumatologista em pediatria Paulo Guilherme Pizoni Neto, da Ortoimagem.

Peso da mochila deve ser limitado 

Segundo o especialista, o peso da mochila não deve ultrapassar cerca de 10% do peso corporal da criança. Exceder esse limite pode forçar a musculatura, alterar a postura e sobrecarregar a coluna vertebral.

“Isso aumenta o risco de dores, queda no rendimento muscular e pode exigir acompanhamento médico ortopédico”, ressalta o médico.

Atenção à forma de carregar

Outro hábito prejudicial é carregar a mochila em apenas um ombro. Essa prática inclina o tronco para um lado, provoca desequilíbrios posturais e eleva o risco de desconfortos e lesões.

A recomendação é que a mochila seja sempre usada nos dois ombros, com as alças bem ajustadas ao corpo da criança.

Como escolher a mochila ideal

A escolha correta da mochila também é fundamental para evitar problemas de saúde. De acordo com o ortopedista, o modelo ideal deve:

  • Ter alças largas e acolchoadas

  • Possuir ajuste de altura nos dois ombros

  • Ser proporcional ao tamanho da criança

  • Ficar bem apoiada nas costas, sem ultrapassar a altura dos glúteos

Mochilas de alça única ou que fiquem pendentes na lateral do corpo devem ser evitadas. Para crianças menores ou que precisam transportar mais peso, mochilas com rodinhas são uma boa alternativa, desde que utilizadas em superfícies adequadas e sem torções excessivas do tronco.

Organização interna também faz diferença

A forma como os materiais são distribuídos dentro da mochila influencia diretamente no conforto e na postura.
“Os itens mais pesados devem ficar sempre próximos às costas, utilizando organizadores internos sempre que possível”, orienta o médico.

Papel dos pais e da escola

O Dr. Paulo reforça que o cuidado com a saúde das crianças depende da participação conjunta de pais, responsáveis e escola.

“Revisar diariamente o conteúdo da mochila, evitar objetos desnecessários e orientar sobre a forma correta de carregar são atitudes simples que fazem grande diferença. Professores também podem colaborar organizando o uso de livros e materiais de forma planejada”, afirma.

Segundo ele, pequenas mudanças na rotina escolar ajudam a proteger a coluna em uma fase crucial do desenvolvimento, garantindo um retorno às aulas mais saudável e sem dor.

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