No crime ocorrido no ano passado em Porto Alegre, cinco pessoas da mesma família foram mortas
Tubarão
O policial militar da reserva acusado de ser o mandante da chacina que vitimou cinco pessoas da mesma família, em Porto Alegre, no ano passado, foi ouvido ontem e segunda-feira no 5º Batalhão da PM de Tubarão. A medida faz parte de um procedimento administrativo aberto dentro da Polícia Militar para apurar a conduta dele e decidir se ele continua na corporação.
O acusado, que agora é sub-tenente na reserva remunerada, está preso preventivamente pela justiça gaúcha no quartel da PM de Porto Alegre, e veio trazido para Tubarão apenas para a oitiva com o conselho de oficiais. No fim da tarde de ontem, retornou à capital do Rio Grande do Sul, onde permanece à disposição da justiça.
Também foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa. Agora, o conselho tem mais 15 dias para emitir o parecer que irá embasar a decisão final do comando-geral da PM. O procedimento completo deve ser encerrado em cerca de 45 dias.
O PM teria cometido o crime como forma de vingança, porque não aceitava a paternidade de Miguel Felipe, de aproximadamente 1 mês de idade, filho de Luciane Felipe Figueiró, 34, ambos assassinados.
Testemunhas ouvidas em Tubarão, no ano passado, revelaram os supostos planos do PM de executar o próprio filho. Ele teria oferecido R$ 5 mil para que familiares matassem o bebê e a mãe. Na primeira tentativa, teria sugerido que colocassem algumas gotas de veneno na boca da criança.
Em outra situação, sugeriu que a sufocassem com um travesseiro. Outra ideia foi a de simular um assalto no trajeto da família entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O PM também propôs provocar um acidente no qual a criança morreria. Com essas informações, a polícia chegou a três suspeitos, que chegaram a ser presos. Dois deles, um homem e uma mulher, após investigação foram soltos. Os três confessaram que o PM ofereceu dinheiro a eles. Porém, negaram envolvimento no crime.
Além de Luciane e Miguel, foram mortos também o outro filho de Luciane, João Felipe, 5, a mãe dela, Lurdes Felipe Figueiró, 64, e irmão, Walmyr Felipe Figueiró, 30. Os corpos foram encontrados no dia 2 de junho do ano passado na casa da família, na Zona Norte de Porto Alegre. Luciane, João Pedro, Lourdes e Walmyr foram executados a tiros. O recém-nascido estava debaixo do corpo da mãe e morreu asfixiado.
