Thiago Oliveira
Imbituba
O ‘brinquedo’ é caro. Pode custar até R$ 20 mil. Mesmo assim é visto com frequência, principalmente no verão. Sonho de consumo para muitos, os quadriciclos podem estar com os dias contados na região.
No balneário de Itapirubá, em Imbituba, a fiscalização é rigorosa e a Polícia Militar está instruída para notificar os condutores e apreender veículos deste tipo.
“É permitido que venda no Brasil, mas não que o utilize?”, questiona o empresário Dilson Thomsen Antunes. Isso ocorre porque os quadriciclos são taxados como veículos agrícolas.
Como não podem ser licenciados, não podem ser usados para trafegar em vias públicas, algo que revolta alguns amantes do carrinho.
“Usamos como uma brincadeira sadia, sem colocar ninguém em risco. Não tem motivo para apreensão”, justifica outro amante do veículo, o também empresário Luis Augusto Nuernberg.
Segundo o comandante da Polícia Militar de Imbituba, major José Evaldo Hoffmann, a PM cumpre o que determina o código de trânsito brasileiro. Além de não ter registro, o quadriciclo não possui os equipamentos de segurança obrigatórios.
“O veículo não tem licenciamento e nem paga imposto. E se ocorre um acidente? Como fica a vítima?”, indaga o major, ao salientar que a PM já flagrou muitos adolescentes sem capacete em posse de quadriciclos.
Proprietários pedem bom senso
A expectativa dos proprietário de quadriciclos na região é que os veículos possam ser licenciados em breve. Enquanto isso não ocorre, a sugestão é entrar em acordo com a PM para que o carrinho possa ser usado.
“O que gostaríamos é de legalizar, mas não permitem isso. O cara faz uma gaiola em casa, com qualquer motor, e consegue emplacar. Faz um triciclo caseiro, e também emplaca. Por que com o quadriciclo tem tanta complicação?”, questiona o empresário Dilson Thomsen Antunes.
O amigo e também empresário Luis Augusto Nuernberg, lembra que a própria polícia de Imbituba tem dois quadriciclos. “Eles podiam usar o bom senso. Pode-se numerar os carros, fazer um cadastro, regras. Queremos apenas chegar a um acordo”, reivindica Nuernberg.
