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Polícia Civil investiga ligação de autopeças de Criciúma com grupos criminosos de outros estados

Polícia Civil investiga autopeças em Criciúma
FOTO PCSC Divulgação Notisul

FOTO PCSC Divulgação Notisul

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Mandado de busca foi cumprido na residência de um dos sócios da empresa investigada por suspeitas de receptação e adulteração de veículos.

A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu, nesta quarta-feira (4), um mandado de busca e apreensão na residência de um dos sócios de uma empresa de autopeças de Criciúma, no Sul do Estado. A ação integra uma investigação sobre a comercialização de componentes automotivos de origem ilícita e possíveis ligações com organizações criminosas de outros estados.

O trabalho foi realizado pela Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DFRV/DEIC) e representa um desdobramento da 56ª edição da Operação 311, deflagrada em 8 de outubro de 2026.

Operação anterior resultou na prisão de gerente

Durante a operação realizada em outubro, o gerente do estabelecimento foi preso em flagrante pelos crimes de receptação qualificada e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Na ocasião, os policiais apreenderam dezenas de componentes automotivos apontados como de origem ilícita. O material passou a integrar as investigações sobre a procedência das peças e a possível participação de outras pessoas no esquema.

Com o avanço das diligências, a Polícia Civil solicitou à Justiça autorização para realizar buscas na residência de um dos sócios da empresa.

Equipamentos eletrônicos serão periciados

Durante o cumprimento do mandado nesta quarta-feira, os investigadores apreenderam equipamentos eletrônicos que serão encaminhados à Polícia Científica de Santa Catarina.

Os dispositivos passarão por exames periciais para identificar possíveis informações relacionadas às atividades investigadas e à participação de outros envolvidos.

Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento apontam para a possível existência de sócios ocultos na estrutura empresarial, além de indícios de envolvimento de grupos criminosos sediados em outros estados brasileiros.

A investigação permanece em andamento para esclarecer a origem dos componentes apreendidos, identificar eventuais integrantes do esquema e determinar as responsabilidades individuais.

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