Amanda Menger
Tubarão
A novela da construção da ponte de Congonhas, que liga Tubarão a Jaguaruna, deve arrastar-se por mais algumas semanas. Isso porque a prefeitura de Jaguaruna terá que resolver primeiro os problemas com o convênio para a construção de uma outra ponte, em Torneiro, na divisa com Içara. A empreiteira Sul Catarinense, responsável pelas duas obras, diz que só começará os trabalhos em Congonhas quando receber pelo que já foi feito na ponte de Torneiro.
Com problemas de erosão nas margens do Rio Urussanga, o projeto da ponte de Torneiro teve que ser revisto e o vão passou de 45 metros para 75 metros. “Com isso, a obra passou de R$ 280 mil para R$ 605 mil. Nesta semana, fizemos uma reunião com a empresa. Eles querem receber pelo que já fizeram. A prefeitura de Içara comprometeu-se em depositar R$ 45 mil, mas precisamos refazer o convênio com a secretaria estadual de infraestrutura”, afirma o prefeito interino de Jaguaruna, Lorisvaldo Felisbino Constante, o Loro, (PT). Caso o estado não aumente a contrapartida, originalmente de R$ 150 mil, para R$ 300 mil, Jaguaruna e Içara terão que desembolsar R$ 277 mil cada uma (o valor inicial era de R$ 65 mil para cada prefeitura e pelo novo convênio, R$ 150 mil, cada).
“A Sul Catarinense vinculou a construção da ponte de Congonhas com a do Torneiro devido a questões estruturais e de material. A prefeitura de Tubarão já depositou R$ 42 mil dos R$ 150 mil e o estado já mandou a sua parte, R$ 200 mil. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) já nos pediu explicações do porquê a obra não ter sido feita ainda se o dinheiro está na mão. Tentamos convencer a empresa, mas eles estão irredutíveis. Só fazem as duas obras juntas”, lamenta Loro. O Notisul fez contato com o responsável pela empreiteira, que disse que quem poderia prestar mais informações sobre as obras era o prefeito de Jaguaruna.
