Início Especial Preço médio é um dos mais baixos de Santa Catarina

Preço médio é um dos mais baixos de Santa Catarina

A semana nem bem começou e o preço médio do etanol já passou para R$ 2,55. Novo reajuste é esperadoA semana nem bem começou e o preço médio do etanol já passou para R$ 2,55. Novo reajuste é esperado.
A semana nem bem começou e o preço médio do etanol já passou para R$ 2,55. Novo reajuste é esperadoA semana nem bem começou e o preço médio do etanol já passou para R$ 2,55. Novo reajuste é esperado.

Zahyra Mattar
Tubarão

A projeção de preços do litro do etanol hidratado – tipo de álcool utilizado para abastecer veículos – não é das melhores. No período de 26 de fevereiro à mesma data deste mês, o aumento do combustível foi de 9% em Santa Catarina. O dado é da Agência Nacional de Petróleo (ANP). O preço médio do litro no estado passou de R$ 2,20 para R$ 2,39.

Detalhe: é o melhor valor na comparação com outros estados. E mais: o preço do litro na região de Tubarão é um dos mais baixos do estado – a média na Amurel é de R$ 2,14 – e menor do que o do país (hoje, a média nacional é de R$ 2,19).

A explicação: aqui, os postos trabalham com estoque velhos, daí o aumento pequeno e escalonado. Esta semana, o consumidor já deve sentir ainda mais no bolso. O litro do álcool já está entre R$ 2,55 e R$ 2,65. O litro da gasolina também já foi reajustado: custa, em média, R$ 2,80.
 

A previsão é ainda mais desanimadora, lamenta o delegado do Sindicato de Revendedores Varejistas de Combustíveis (Sindicomb) na região, Valdo Viana Filho. Segundo ele, a projeção é que o litro do etanol chegue a R$ 2,70.
“Mesmo com a estabilização da safra de cana, a tendência é o aumento. Até porque o açúcar no mercado externo está no ápice. Os usineiros não querem saber de produzir combustível”, afirma o delegado.

Para isso inverter-se, a solução apontada pelo setor é a derrubada de impostos e redução do percentual de etanol na gasolina para 20%, como foi feito em 2010. “Com os carros flex, a política neste setor é frouxa. Não há muito motivo para o governo intervir”, considera Viana Filho.

Carros flex não são mais garantia de economia

Quando surgiram, os veículos com motor flex, que permite o uso de etanol ou gasolina, passaram a ser os preferidos dos consumidores. Nos momentos de crise, a possibilidade de economizar na hora de abastecer tornou-se um chamariz.

Hoje, na prática, a vantagem é confirmadamente ilusória. Tanto que hoje mesmo quem tem veículos flex começa a dar preferência para a gasolina. O valor do litro, na região de Tubarão, estabilizou em R$ 2,59 (média).

Matematicamente, é menor do que o preço do álcool, mas na prática a vantagem é maior, já que o rendimento do veículo é muito maior com a gasolina. Desde novembro, o consumo de etanol reduziu, em média, 60% em Tubarão.

“A margem de lucro é quase nula. Hoje, a maior procura é pelo GNV, que teve um aumento de pelo menos 20%. Quem abastece com álcool é porque não tem outra alternativa”, confirma o gerente de pista do posto Michels, Dalton Zanela.

Quem utiliza o GNV é o único consumidor que está realmente na vantagem. Hoje, o metro cúbico do gás natural custa, em média, R$ 1,69. Uma economia de aproximadamente 55% em relação ao etanol e 47% quando comparado com o preço da gasolina.

Sair da versão mobile