Angelica Brunatto
Tubarão
Quem costuma fazer as compras do mês e não dispensa um bom pedaço de bife deve ter percebido que o preço da carne está bem salgado. Mas reduzir o consumo é difícil. É assim que a auxiliar administrativa Elizabeth Valgas se comporta. “Não dá para diminuir para fugir dos altos preços, temos que comer”, conta.
O aposentado Glanaor Alves concorda com Elizabeth. Mesmo com a alta do preço, ele não deixa de levar o produto. “Eu senti a diferença no bolso”, relata. Esta é informação confirmada pelo gerente do Giassi de Tubarão, Luiz Carlos dos Santos. “O que gerou o aumento não afetou a venda”, analisa.
Foi em novembro do ano passado que o preço da carne subiu. Naquele mês, o reajuste ficou na casa de 5%. E se estabilizou até semana passada. “Alguns cortes tiveram uma queda no preço”, revela o gerente. Ele cita como exemplos o contrafilé, a costela, o filé mignon e a paleta.
Conforme Luiz Carlos, os preços no verão sobem, já que o consumo também aumenta por causa das festas de fim de ano e dos churrascos na praia. O suíno também entra nesta lista. O produto aumentou devido à seca no oeste e estagnou.
De qualquer forma, os consumidores podem ficar um pouco mais aliviados. Nos últimos dias, a carne baixou aproximadamente 5%. E a tendência é que se mantenha assim. Mas não pode se empolgar e comprar tudo o que vê pela frente. “Tem que pesquisar sempre os preços, porque tem bastante diferença”, ensina o motorista Manoel Mendes.
