Wagner da Silva
Grão-Pará
Um dos principais assuntos discutidos na reunião do conselho de desenvolvimento regional, sexta-feira, em Grão-Pará, foi a redução da contrapartida dos municípios nos projetos aprovados. No encontro, foram aprovadas mais de 30 propostas.
O valor da contrapartida é definido com base no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Em municípios menores, o recurso corresponde a 30% do valor total de cada projeto, o que em alguns casos inviabiliza as obras. O pedido dos prefeitos é que este valor seja de no máximo 15%.
“Os municípios pequenos dependem dos governos estadual e federal para realizar obras de médio e grande porte, mas perdemos recursos, pois não contamos com o valor para a contrapartida”, argumenta o prefeito de Grão-Pará, Valdir Dacorégio (PMDB).
As dificuldades enfrentadas pelos municípios foi reforçada por outros gestores. “Temos que fazer os projetos e esperar que sejam liberados com o tempo, para que possamos juntar o valor da contrapartida”, explica o vice-prefeito de Rio Fortuna, Celso Bloemer (DEM).
O secretário de desenvolvimentos regional em Braço do Norte, Gelson Luiz Padilha (PSDB), afirma que a decisão de reduzir o percentual cabe apenas ao governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB). “Vou intermediar uma reunião para que os prefeitos possam expor as suas propostas. Somente o governador poderá revogar a lei que determina as contrapartidas”, explica Gelson.
