Armazém
Acusado de suposta prática de falsidade ideológica de matrícula dos sócios da Cooperativa de Distribuição de Energia Elétrica de Armazém (Cooperzém), que sequer eram consumidores da empresa, o presidente Gabriel Bianchet trabalhou normalmente no dia de ontem. “Não recebi nenhuma notificação. Fui ao fórum buscar e não havia oficial de justiça”, explicou.
Há uma semana, foi publicada a sentença que atende a um recurso da promotora Ana Paula Destri Pavan. A terceira Câmara do Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu por unanimidade afastar o presidente da cooperativa e outros seis funcionários de seus cargos da entidade. De acordo com Gabriel, que também é ex-prefeito da cidade, os funcionários já receberam a notificação e não foram trabalhar ontem, mas ele ainda não recebeu.
“Estou muito tranquilo, não devo nada. Amanhã (hoje) vou me reunir com os advogados e avaliar a situação. Mas é assim! Já viu alguém atirar pedra em árvore que não dá fruto?”, compara o presidente.
As complicações judiciais de Gabriel tiveram início há um ano, por ocasião da Operação Apagão, deflagrada pela Divisão de Investigação Criminal (DIC), Divisão de Combates a Furtos e Roubos (DCFR), Delegacia de Polícia de Proteção à Mulher de Tubarão, Delegacia de Combate a Crimes de Trânsito e delegacias de Braço do Norte, São Martinho e Gravatal.
Na ocasião, dezenas de policiais fizeram a apreensão de documentos na sede da cooperativa. Além da Cooperzém, foram cumpridos mandados de busca na casa do presidente Gabriel Bianchet e de outros dois funcionários da cooperativa.
Entre os objetos aprendidos estavam cerca de oito mil fichas de matrículas dos sócios, computadores, diversos documentos fiscais, R$ 100 mil em dinheiro e vários cheques.
