Rafael Andrade
Tubarão
Dilnei de Sá Corrêa, 53 anos, está recluso há 11 dias no Presídio Regional de Tubarão. Ele é condenado por um suposto caso de estupro que teria ocorrido em 2005, no bairro Bom Pastor, em Tubarão. A família de Dilnei afirma que ele não cometeu o crime.
“Meu irmão é inocente. Vamos recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e provar a todos. Dilnei não pode ficar detido. Ele sofre com transtornos psicológicos, além de ter hipertensão, diabetes, cirrose e HIV”, informa uma das irmãs, Verônica França.
Antes de ser preso, na quarta-feira da semana passada, Dilnei realizava tratamentos para controlar os batimentos cardíacos na Clínica de Fisioterapia da Unisul e tomava vários remédios controlados. “Todas às quintas, meu irmão ia até a Unisul para fazer esteira e outros tratamentos. Agora, ele está trancado”, lamenta outra irmã, Solange Hiller.
A família diz que entrará com pedido de prisão domiciliar no Fórum de Tubarão e no Tribunal de Justiça. “Até revertemos o caso no STJ, ele precisa de atenção contínua. Se estivesse em casa, seria mais fácil seguir com os tratamentos”, explica Solange.
O diretor do presídio, Décio Paquelin, informa que a família pode apresentar as cópias dos laudos médicos sobre a saúde de Dilnei. “Após recebermos estes documentos, podemos avaliar melhor o este caso”, esclarece Paquelin.