Jailson Vieira
Tubarão
Alguns detentos do Presídio Regional Masculino de Tubarão, no bairro Bom Pastor, rebelaram-se no início da tarde desta terça-feira (8), contra agentes penitenciários do Departamento de Administração Prisional (Deap). Conforme a direção do local, o tumulto teve início quando alguns ‘reeducandos’ foram flagrados passando objetos entre duas alas. O fato foi observado via câmera de videomonitoramento e os presos repreendidos pelos agentes de imediato. Isso gerou o descontentamento dos internos e consequentemente a ação.
A Polícia Militar (PM) de várias cidades do Sul do Estado foi acionada para prestar apoio, no entanto, quando a PM chegou ao local, a direção do presídio garantiu que a situação já estava controlada. “As informações que tivemos é que foi necessário efetuar alguns disparos de elastômero – a bala de borracha – para conter os presos e cessar o tumulto, e que não houve, segundo o Deap, maiores lesões nos detentos. Como precaução, os agentes conduziram três detentos ao Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), foram medicados e já liberados para retornarem às celas. O interno que iniciou o tumulto foi levado ao Complexo de Segurança Pública da Polícia Civil, no Centro, para o registro da ocorrência. Permanecemos no local no sentido de preservar a segurança da população”, explica o tenente Elton Roussenq Garcia.
Desde o início da tarde, quando estourou o princípio de rebelião, dezenas de familiares dos detentos foram ao local para colher informações, porém, nada foi repassado pela administração do presídio. “Estamos aqui porque queremos saber algo sobre os detentos e ninguém fala. Disseram que os tiros que algumas visitas ouviram eram somente barulho de bola de futebol, porque os presos estavam jogando. Sabemos a diferença de uma bola e um tiro”, compara a esposa de um presidiário.
Nesta terça-feira (8), foi o dia em que seis dos 648 internos (a capacidade é para 372) do local poderiam receber visitas íntimas. Elas (as companheiras/esposas/namoradas) são autorizadas para o ato com um mês de antecedência pelo setor de serviço social da unidade. No entanto, durante a tarde, a cena era de desespero de mães e esposas dos internos, além de muita aflição gerada a moradores dos arredores do presídio, inaugurado em 2011. Choro, lamentações e desmaios foram flagrados pela equipe de reportagem do Notisul, que acompanhou o desenrolar da ação desde o início.
No começo da noite o Serviço Aéreo Policial (Saer), já com cerca de seis horas de operação, apoiou o trabalho das autoridades por cerca de 30 minutos. Até o fechamento desta matéria, por volta das 21h10, familiares ainda faziam vigília em frente à unidade prisional, que segue com o policiamento reforçado para eventuais novos problemas.
Confira matéria postada durante a tarde sobre o assunto, basta clicar no link: https://bit.ly/2Ia787G
