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Preso com demência que não se lembra de crime será executado nos Estados Unidos

Internacional

O estado americano do Alabama está se preparando para executar um detento cujos advogados alegam ter demência e não ser capaz de se lembrar do seu crime, quando matou um policial há três décadas.

Segundo as acusações, o oficial foi chamado por uma ocorrência doméstica que envolvia Madison, sua namorada e a filha dela, supostamente desaparecida. Quando chegou ao local e constatou que a criança já tinha voltado para a mãe durante o intervalo da viagem, Schulte presenciou uma briga entre o casal e resolveu esperar dentro de sua viatura até que Madison fosse embora, como exigia sua namorada. Nesse momento, irritado pela situação, Madison atirou contra o policial com uma pistola própria, matando-o com um disparo na cabeça.

A defesa diz que, já preso, o detendo sofreu vários derrames e não consegue mais se lembrar de quando matou Schulte ou mesmo compreender sua iminente execução. O tribunal estadual, no entanto, declarou que a corte entende que Madison, apesar da saúde ruim, é responsável pelos atos.

O detento esteve no corredor da morte por 32 anos até a execução ser de fato decidida, após vários recursos. Testes de QI e memória realizados recentemente indicam que ele tem graves danos nas faculdades mentais, além de não conseguir andar ou falar muito bem.

Atualmente, são 31 os estados nos EUA que ainda mantêm a pena de morte. Desde a lei sobre a pena capital foi reeditada em 1976, foram 61 execuções no estado. Outros 191 detentos estão no corredor da morte.

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