Karen Novochadlo
Tubarão
O plano de carreira dos professores municipais de Tubarão deve ser votado até o dia 15 de setembro. E é bom ter urgência, porque alguns docentes já planejam uma segunda manifestação ou até mesmo uma paralisação. No dia 7, deverá haver uma passeata pelas ruas de Tubarão, junto ao grito dos excluídos.
“Estamos muito insatisfeitos com a demora”, reclama a professora Iara Sampaio Luz, 47 anos. A diretora de mobilização sindical do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão (Sintermut), Antônia Rodrigues Garcia da Rosa, explica que os professores acreditavam que o projeto seria aprovado no mês passado. “Já estamos no fim de agosto. A categoria continua mobilizada. Uma assembleia pode definir uma nova paralisação”, explica Antonia.
Ontem, os secretários da prefeitura de gestão Estêner Soratto da Silva Júnior e o de educação Felipe Felisbino protocolaram o projeto na câmara de vereadores. Antes da votação, o plano deve passar por comissões parlamentares. “O Sintermut participou da elaboração do plano. Fizemos algumas concessões, mas estamos de acordo”, revela a diretora de finanças do Sintermut, Márcia Borges Joaquim.
De acordo com Felisbino, o plano proporcionou várias melhorias à educação tubaronense. Entre elas, está a escolha do diretor da escola pelo prefeito, entre três nomes indicados pela comunidade para ocupar a vaga. Também as folhas de pagamento estão melhor discriminadas.
Mudanças no Plano de Carreira
• Todas as escolas terão assessoramento pedagógico. Os assessores farão rodízio nos estabelecimentos de ensino.
• Os nomes ensino infantil e fundamental serão uniformizados para educação básica.
• Será aplicada uma prova para avaliar o professor, antes de realizar a progressão horizontal.
• A hora-atividade será cumprida dentro da escola.
• O reajuste salarial será definido em maio, anualmente.
• Toda escola terá um secretário.
• A comunidade participará da escolha do diretor.
Municipalização é debatida na câmara
Ontem, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) participaram de uma reunião na câmara de vereadores para discutir a municipalização do ensino em Tubarão. Os professores do estado são contra. “O município não consegue providenciar vagas suficientes para o ensino infantil. Como poderá cuidar de outras escolas”, questiona a representante do Sinte estadual no município, Tânia Fogaça.
O município já assinalou que é favorável. A prefeitura de Tubarão aguarda as diretrizes para prosseguir com o processo. Porém, para que a manobra seja feita, é necessário que seja aprovado um projeto de lei na assembleia e um convênio na câmara de vereadores. Por isso a importância da reunião. O estado ofereceu 13 escolas, sem ensino médio para a municipalização.
“A municipalização só será vantajosa se não forem repassados os professores do estado para o município”, explica o secretário Felipe Felisbino.
Ontem, alguns professores mostraram-se contra a municipalização durante a reunião do Conselho Municipal de Educação. “Faltam vagas em algumas creches”, aponta a conselheira Sônia Márcia Medeiros da Silva. Um dos questionamentos dos professores é como ficará a situação da classe do estado.
