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Professores buscam apoio político

Professores participaram da assembleia e depois seguiram em uma manifestação pela cidade.
Professores participaram da assembleia e depois seguiram em uma manifestação pela cidade.

Karen Novochadlo
Tubarão

A paralisação dos professores estaduais vai continuar. Ontem, em Tubarão, foi realizada uma assembleia com todos os grevistas. Munidos com cartazes, os manifestantes pediram a valorização da profissão e protestaram contra a proposta apresentada pelo governo na segunda-feira. Esta foi encaminhada como medida provisória à assembleia legislativa de Santa Catarina.

De acordo com a coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) em Tubarão, Terezinha Botelho Martins, o próximo passo é obter apoio dos deputados estaduais. Na região da Cidade Azul, o movimento busca parceria com o deputado Joares Ponticelli (PP). Já está marcada para sexta-feira uma reunião com o parlamentar. Em Braço do Norte, os professores tentam contato com José Nei Ascari (DEM).

Dos 20 municípios da região, apenas São Martinho, Treze de Maio e Pedras Grandes não têm professores paralisados. “Na região de Tubarão, temos 85% de adesão”, revela Terezinha. Os professores realizaram uma passeata pelo Centro da cidade, até a sede da secretaria de desenvolvimento regional em Tubarão. “O nosso objetivo não era conversar com ninguém, mas mostrar a força do nosso movimento”, ressalta Terezinha.
Hoje, os professores planejam realizar uma passeata, com várias velas, até a Catedral. A caminhada inicia em frente ao Centro de Arte Popular (antiga rodoviária), às 19 horas.

Proposta descontenta classe
A proposta apresentada à cúpula estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), na segunda-feira, indignou muitos professores. “O governador assinou que o professor precisa só de ensino médio, não é necessário estudar”, relata a professora Sônia Maria Medeiros da Silva. A professora Jussânia Nascimento Domingos reclamou. Ela apresentou o contracheque de um colega, formado em engenharia e com pós-graduação, que recebia cerca de R$ 300,00 por dez horas semanais. Na proposta apresentada, o governo achatou a categoria de vários professores, pela qual os que possuíam ensino médio ganhariam o mesmo que os de licenciatura plena.

Em Laguna, professores fazem enterro do plano de cargos e salários
Os professores estaduais de Laguna, Imbituba, Garopaba, Paulo Lopes e Imaruí participaram em peso da assembleia regional realizada na Cidade de Anita. Os servidores também foram às ruas e promoveram um funeral simbólico para o plano de cargos e salários do magistério, criado pelo governo do estado e apresentado ontem. Após a passeata, um representante de cada município encaminhou um documento ao secretário de desenvolvimento regional em Laguna, Christiano Lopes. O objetivo era mostrar a indignação da categoria. “Hoje (ontem), o índice de paralisação da regional de Laguna compreende cerca de 85% de professores. A partir de amanhã (hoje), aumentará o número de escolas fechadas”, ressalta o coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) em Laguna, Rudmar Corrêa.


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