Jailson Vieira
Tubarão
Depois de muito esperar por uma proposta do governo de Tubarão e estar em estado de greve desde o último dia 11, ontem à noite os professores e servidores da rede municipal de ensino decidiram entrar em greve a partir de amanhã. Isso porque as reivindicações dos colaboradores não foram atendidas.
Com isso, 2,8 mil estudantes do ensino fundamental e 2,9 mil crianças da educação infantil deixarão de ter aulas. “Tudo que conquistamos até agora foi com muito esforço e luta. Infelizmente o que conseguimos foi apenas discutir a proposta de progressão funcional. E alcançamos os 12,30% de reajuste. Ainda faltam mais 0,78% que os vereadores farão um projeto de lei para incorporar nos nossos vencimentos deste mês e outras reinvindicações nem sequer foram analisadas”, esclarece a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Educação da Rede Municipal de Tubarão (Sintermut), Laura Oppa.
Conforme a representante do sindicato relata, mais de 800 profissionais fazem parte deste quadro de funcionários na área da educação e precisam de uma resposta. “Sabemos que a greve é ruim para todos, mas é necessário.
Vocês merecem o que pedem e acredito que seja justa esta manifestação. Terei que contar com a colaboração de alguém para cuidar do meu filho, mas apoio a causa”, avalia Renata Guarezi, que é mãe de um aluno de 10 meses.
A secretária geral dos servidores municipais (Confetam), Jucélia Vieira, salienta que a decisão dos docentes e demais servidores foi um grande ato de democracia. “Aquele que não se mexe não sente o peso da corrente que está preso. Agora vamos à luta e ir atrás das melhorias que almejamos”, explana. Os servidores se reunirão amanhã às 8h30min, em frente à antiga rodoviária e sairão em passeata pelo centro. Este será o primeiro ato dos docentes e dos demais servidores. A última greve ocorreu em 2011 por um período de 30 dias.
Decisão de greve na rede estadual de ensino é adiada
A decisão de fazer greve na rede estadual de ensino no estado, que seria definida ontem na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, foi adiada para a próxima terça-feira. Isso porque, com a mobilização dos diretores sindicais de todas as regiões, foi possível barrar a votação dos parlamentares sobre a Medida Provisória 198/2015 dos professores Admitidos em Caráter Temporário (ACTs).
Conforme os representantes do Sindicato dos Trabalhadores do estado (Sinte), a proposta era justamente esta: inviabilizar qualquer iniciativa que aprovasse a Medida Provisória. Entre as outras reivindicações que precisam ser atendidas para que não haja paralisação está o aumento de 13% anual. Cerca de seis mil pessoas estiveram na assembleia.
