Reunião ocorreu ontem, na 20ª Gered de Tubarão, com representantes do Sinte, professores e servidores da rede estadual.
Jailson Vieira
Tubarão
Um grupo de professores de diversas escolas estaduais de Tubarão e região não saíram nada contentes de uma reunião que tiveram ontem à noite na 20ª Gerência Regional de Educação (Gered), no centro da Cidade Azul. Conforme os docentes, o governo quer ‘impedi-los’ de trabalhar. Profissionais com habilitação, por exemplo, em Língua Portuguesa e Língua Inglesa deverão optar apenas por uma disciplina para lecionar.
Além disso, o descontentamento tornou-se maior porque, segundo eles, os professores efetivos contratados por 40 horas ou 20 horas, poderão ter a sua carga horária reduzida por até dez horas caso não tenham horas/aula na escola a qual são concursados. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte-SC) de Tubarão, Tânia Fogaça, alertou que a situação é grave. “O que foi proposto não existe. O profissional deve optar apenas pela disciplina que foi concursado, mas há docentes que por 20 anos lecionam as duas as quais são habilitados. É inconcebível. A lei que foi aprovada em 2015 não se refere a nada disso que querem impor à classe”, explica.
Conforme a presidente, ontem iniciou a escolha de vagas para 2018, e os profissionais tiveram que ir à Gered para optar pelas horas. “As matrículas nem iniciaram ainda, não se sabe o número de alunos para o próximo ano. A escolha para os efetivos sempre ocorreram mais para o fim de dezembro. Ninguém desta forma trabalhará tranquilo. Amanhã (hoje), outros profissionais deverão ir ao local para escolher a sua vaga, mas a orientação do Sinte e também dos nossos operadores do direito é para que não assinem nada”, sugere.
Tânia conta que os profissionais entrarão com uma ação na justiça em breve. “Já conversamos com alguns advogados. No entendimento deles esta medida tomada pelo Estado fere a lei. Os representantes do governo disseram que hoje a orientação é de escolha e de assinatura, mas que pode mudar. A educação não pode ser tão massacrada”, lamenta a presidente do sindicato da classe.
