Jailson Vieira
Tubarão
A greve dos professores da rede estadual de ensino deste ano durou 72 dias. Porém, nos próximos dias, se a nova proposta do governo estadual não for ao encontro dos profissionais de educação, eles podem voltar a paralisar. Os docentes, pais, alunos e governo afirmam que não desejam assistir novamente o folhetim do ‘vale a pena ver de novo’, após 60 dias da sua suspensão.
De acordo com a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública (Sinte) em Tubarão, Tânia Fogaça, os profissionais não têm ganhos salariais há cinco anos. Desta forma, o governo não tem mostrado comprometimento com os professores. “Estamos desde 2011 nesse perrengue, o profissional está sem reajuste há anos e se, na assembleia desta quarta-feira (amanhã) o estado de greve for suspenso, voltaremos com a paralisação”, observa Tânia.
A última rodada de negociações (oitava) entre os representantes do governo, Assembleia Legislativa de Santa Catarina e do Sinte/SC será realizada hoje. O assunto abordado gira em torno da nova proposta salarial. Os dirigentes do Sinte estadual se reunirão com os coordenadores regionais da categoria amanhã pela manhã e à tarde o grupo realizará uma nova assembleia, na qual tratará dos próximos passos do grupo.
Conforme o coordenador do Sinte em Laguna, Rudmar Corrêa, por enquanto não ocorreu uma proposta condizente do governo para os professores. “Na última rodada de negociação os representantes do Sinte estadual verificaram que a proposta estava em desacordo com os docentes. O governo se esquece do compromisso que tem com os profissionais da educação”, esclarece
Escolas na região
Na região, ficaram totalmente fechadas as escolas Dom Joaquim, em Braço do Norte (853 alunos) e Aldo Câmara, em Santa Rosa de Lima (139 alunos). De forma parcial, a região chegou a 25 escolas onde alguns professores ficaram paralisados.