Eduardo Zabot
Tubarão
Centrais Sindicais organizam atos e paralisações em quatro regiões de Santa Catarina para esta quinta-feira. A ação atende a uma convocação de sindicatos nacionais (CUT, CTB, CSP/Conlutas, UGT, Nova Central, Força Sindical) para o evento chamado de dia nacional de luta. A secretária do sindicato dos trabalhadores em educação de Santa Catarina (Sinte), Tânia Fogaça, afirma que em Tubarão e em outras cidades da região serão organizados manifestações.
“Nós já realizamos alguns encontros e estamos chamando os professores para o movimento, que é nacional”, explica Tânia. O objetivo da mobilização é destravar a pauta da classe trabalhadora no congresso nacional e nos gabinetes dos ministérios, além de construir e impulsionar as já reivindicadas em todo o Brasil nas últimas semanas.
Segundo Tânia, o Sinte vai intensificar as lutas estaduais pela valorização dos professores. “Vamos continuar a pedir pela aplicação real do piso no magistério, o fim das secretarias de desenvolvimento regionais e da corrupção”, ressalta. Além da possível paralisação das aulas na região sul, sindicatos já organizaram uma manifestação de trabalhadores na cabeceira da ponte de cabeçudas, em Laguna, na BR-101, a partir das 15 horas desta quinta.
Amanhã, representantes das centrais sindicais do estado realizam uma entrevista coletiva, às 10 horas, na sala de imprensa da assembleia legislativa de Santa Catarina (Alesc), para falar sobre as lutas da classe trabalhadora (veja o quadro o abaixo).
As reivindicações
• Redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário;
• Fim do fator previdenciário;
• Regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho;
• Mais investimentos em saúde, educação e segurança;
• Transporte público de qualidade;
• Valorização das aposentadorias;
• Reforma agrária e urbana;
• Fim dos leilões do petróleo e contra o Projeto de Lei 4.330, que trata as terceirizações.
